A paralisação envolve os médicos dos PSFs e da rede ambulatorial, mas garante a manutenção dos atendimentos de urgência e emergência pelos plantonistas.
Lula Foto: Arte/Portal de Prefeitura
O Sindicato dos Médicos de Pernambuco (Simepe) promove, nos próximos dias 25 e 26 de novembro, às 9h, em frente à Policlínica Vicente Mendes, 25 de novembro, e ao Hospital Mendo Sampaio (26/11), um ato simbólico denominado “Consultório Vazio”.
A iniciativa integra a paralisação de advertência dos médicos do Cabo de Santo Agostinho, e tem como objetivo denunciar a grave precariedade enfrentada pelos profissionais e pela população no município.
O ato consistirá na montagem de um cenário de consultório médico vazio, com cadeiras, jalecos e equipamentos simbólicos, representando a ausência de condições dignas para a prática da medicina e o impacto direto sobre o atendimento aos pacientes.
Segundo os médicos, os principais problemas da rede municipal de saúde incluem: salários defasados, sobrecarga do sistema, falta de infraestrutura e equipamentos, déficit de profissionais médicos, filas de espera cada vez mais longas para os pacientes e situação crítica em unidades como o Hospital Infantil (Mendo Sampaio).
A paralisação envolve os médicos dos PSFs e da rede ambulatorial, mas garante a manutenção dos atendimentos de urgência e emergência pelos plantonistas, bem como hemodiálise, quimioterapia e radioterapia, preservando a assistência em casos graves.
O clima esquentou na Câmara Municipal do Cabo de Santo Agostinho, na Região Metropolitana do Recife, após a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o uso de diárias pela atual gestão do Caboprev (Instituto de Previdência dos Servidores do Município). Segundo vereadores de oposição, a investigação não passa de uma manobra política articulada pelo prefeito Lula Cabral (Solidariedade) para retomar o controle da autarquia e impedir o avanço da responsabilização pelo desvio de R$ 92,5 milhões ocorrido em sua gestão anterior.
Na sessão da última terça-feira (16), o vereador Ricardinho (Rede) foi enfático ao afirmar que a CPI tem como verdadeiro objetivo afastar o atual presidente do Caboprev, Albérico Rodrigues, servidor de carreira e responsável por conduzir uma gestão considerada técnica e independente.
“A intenção é afastar Albérico e, com isso, tirar do caminho o escritório de advocacia que foi contratado legalmente para ajudar na recuperação do dinheiro desviado do Caboprev. Essa é a verdade que o prefeito quer esconder”, disparou Ricardinho.
O vereador lembrou que o escândalo da Caboprev foi um dos maiores já registrados em previdências municipais no país.
“Lula Cabral foi preso por isso. Quatro meses no Cotel. O prejuízo aos cofres da Caboprev é gigantesco: só de juros, já são mais de R$ 58 milhões”, afirmou. Ainda segundo ele, embora alguns bens do prefeito estejam bloqueados, os valores não são suficientes para reparar os danos causados aos servidores públicos do município.
“Desde 2017, quando aconteceu o desvio, o prefeito tenta interferir no instituto. Ele não aceita uma gestão independente. Quer retomar o controle da autarquia para mascarar ou enterrar o escândalo”, completou Ricardinho.
A CPI foi proposta por parlamentares ligados ao prefeito e é presidida pelo vereador Rodrigo Neto (PSDB), com relatoria de Paulo Farias (Solidariedade) — ex-secretário de Lula Cabral à época do desvio e autor do requerimento de instalação da comissão.
Para a oposição, a tentativa de desgastar Albérico Rodrigues com acusações sobre diárias é frágil e sem provas.
“Querem tirar quem está colaborando com o Ministério Público e tentando resgatar o dinheiro dos servidores”, disse Ricardinho.
Após ser procurada pelo Portal de Prefeitura, a gestão do Cabo de Santo Agostinho enviou resposta. Confira o que diz a Prefeitura:
CONFIRA NOTA DA PREFEITURA
A Prefeitura não figura como parte do processo que tramita entre a Câmara dos Vereadores e o Caboprev (autarquia municipal), razão pela qual não apresentará manifestação.
Segue Vídeo
20:46, 12 Fev
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Fonte: OpenWeather
Ações de segurança viária serão intensificadas até o final da quarta-feira (18), para coibir comportamentos imprudentes e proporcionar mais segurança a quem vai viajar nessa época.
Quando o recurso do pagamento for próprio do município será até 30 dias úteis e quando da União ou Estado pode chegar até 60 dias úteis.
Os eventos acontecem desde o início da tarde e seguem até a madrugada, distribuídos por pontos estratégicos das duas cidades históricas de Pernambuco.
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