Rua da Imperatriz no Recife Foto Reprodução/Rede Social
A Rua da Imperatriz, um dos símbolos históricos do Recife, atravessa um momento de total abandono e degradação, refletindo o descaso das autoridades municipais e os desafios enfrentados pelos comerciantes que ainda resistem no local. A rua, que já foi um dos principais polos comerciais da cidade, tem assistido ao fechamento de lojas e à fuga dos consumidores, afetados pela combinação de insegurança, falta de infraestrutura e a crescente migração de grandes varejistas para shoppings e centros comerciais mais seguros e modernos.
Localizada no bairro da Boa Vista, a Rua da Imperatriz, que já foi palco de grandes comércios e encontro de personalidades, hoje carrega um cenário triste e vazio. As calçadas, uma vez movimentadas, estão agora desertas, com grande parte dos antigos comércios fechados e prédios históricos deteriorados. A escassez de investimentos e a ausência de políticas públicas voltadas para a revitalização da área agravam ainda mais a situação, tornando o local um reflexo do abandono generalizado do centro do Recife.
Para os comerciantes que permanecem na rua, a situação é difícil e frustrante. A padaria Imperatriz, fundada em 1897, é um exemplo claro dessa luta diária pela sobrevivência. O estabelecimento, que já foi referência para os recifenses, enfrenta agora um fluxo de clientes drasticamente reduzido. O gerente Luiz Paulo Cabral relata a dificuldade de manter as operações em um ambiente tão desgastado, onde a falta de segurança e a queda do movimento são constantes.
“Antes da pandemia, já se via o movimento cair. Agora, após a crise, muitas lojas não conseguiram reabrir”, afirma.
A presença de grandes shoppings na cidade, com sua infraestrutura moderna e segura, tem contribuído para o esvaziamento do centro. Os consumidores migraram para esses novos espaços comerciais, e os pequenos comércios, como os da Rua da Imperatriz, ficam à margem dessa transformação.
Além disso, o entorno da rua carece de atenção das autoridades públicas. Mesmo com iniciativas como a Rota Gastronômica do Recentro, que busca promover alguns pontos turísticos e comerciais, o impacto real para os comerciantes locais tem sido mínimo. “Pouco mudou na prática. Precisamos de ações concretas que revitalizem a área e tragam de volta o público para o centro”, lamenta Cabral.
Enquanto isso, o cenário continua se deteriorando. A rua, que já foi um dos maiores cartões postais do Recife, agora é uma triste lembrança do que poderia ter sido, caso o poder público tivesse se preocupado em preservar e investir no comércio local e na infraestrutura da região. A realidade de abandono é sentida não só pelos comerciantes, mas também pelos moradores e consumidores que ainda se esforçam para manter viva a memória de um Recife mais próspero.
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