Evento reúne ativistas, pacientes, familiares e movimentos sociais em defesa da regulamentação da cannabis.
29 de maio de 2026 às 17:40 - Atualizado às 17:43
Marcha da Maconha Recife. Foto: Fran Silva/Divulgação
As ruas do Recife receberão neste sábado, 30 de maio, mais uma edição da Marcha da Maconha, mobilização que há mais de uma década integra o calendário de manifestações da capital pernambucana.
A concentração está prevista para acontecer a partir das 14h, na Praça do Derby, de onde os participantes seguirão em caminhada até a Rua da Aurora, no Centro da cidade.
Neste ano, a mobilização pretende ampliar o debate sobre os impactos da atual política de drogas no Brasil, reunindo usuários, pacientes que utilizam derivados da cannabis para tratamento médico, familiares, pesquisadores e representantes de movimentos sociais.
Com o tema “Usuário não é criminoso: em luta por liberdade, reparação e direitos”, a organização afirma que a marcha busca discutir os efeitos da criminalização do consumo de drogas e os reflexos desse modelo sobre diferentes parcelas da população.
Os organizadores argumentam que a política de combate às drogas adotada ao longo das últimas décadas produziu consequências sociais profundas, especialmente em comunidades periféricas. Segundo o movimento, o debate vai além da legalização da cannabis e envolve questões ligadas a direitos civis, encarceramento, acesso à saúde e redução de danos.
A edição deste ano acontece em meio às discussões nacionais sobre mudanças na legislação relacionada ao porte de drogas para consumo pessoal. O tema ganhou força após decisões recentes do Supremo Tribunal Federal e propostas em tramitação no Congresso Nacional que tratam do assunto.
Entre as reivindicações defendidas pelos participantes estão a ampliação do acesso à cannabis medicinal, a regulamentação do cultivo para fins terapêuticos, a revisão das políticas de encarceramento relacionadas a crimes sem violência, além da adoção de estratégias voltadas à redução de danos.
A organização também destaca a necessidade de discutir os impactos sociais da política antidrogas sobre grupos historicamente vulnerabilizados, como moradores de periferias, população negra, mulheres e pessoas LGBTQIAPN+.
Realizada no Recife desde 2008, a marcha é considerada uma das mais tradicionais do país e deve reunir participantes de diferentes regiões do estado para uma tarde de debates, manifestações culturais e reivindicações ligadas à política de drogas no Brasil.
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