Prefeitura do Recife Foto: Divulgação
Uma operação deflagrada nesta quarta-feira (14) pelo Ministério Público de Pernambuco (MPPE) revelou um complexo esquema de fraudes em atas de registro de preços, utilizando a estratégia ilícita conhecida como “barriga de aluguel” — uma prática cada vez mais comum em contratos administrativos e que pode gerar prejuízos bilionários aos cofres públicos.
A investigação, conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e pela 29ª Promotoria Criminal do Recife, identificou um grupo que forjava ou manipulava atas de registro de preços com o objetivo de facilitar contratações diretas por entes públicos, principalmente prefeituras. A Prefeitura do Recife, segundo o MPPE, contratou mais de R$ 100 milhões por meio dessas atas, que teriam sido criadas em Minas Gerais com fins fraudulentos.
O termo “barriga de aluguel” é usado por órgãos de controle, como o Tribunal de Contas da União (TCU), para descrever uma situação em que uma ata de registro de preços é criada com o único objetivo de permitir adesões massivas por órgãos que não participaram da licitação original — os chamados “caronas”.
Embora o mecanismo de adesão seja legal quando utilizado corretamente, ele se torna fraudulento quando a intenção real da licitação é servir de fachada para contratos já direcionados, sem concorrência justa ou avaliação de custos. Nesse contexto, a empresa “mãe” da ata mal presta serviço ao órgão que lançou o edital, mas fatura milhões por meio de contratações em outros estados ou municípios.
“A contratação pelo(s) ente(s) público(s) titular(es) da ata foi mínima ou inexistente”, afirmou o MPPE, destacando a desproporcionalidade típica da barriga de aluguel.
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Segundo o Gaeco, empresas de engenharia e manutenção predial, sediadas em Minas Gerais, produziam atas sob medida. Depois, essas atas eram “vendidas” a municípios de outros estados, como Pernambuco e Maranhão. A apuração aponta a participação de servidores públicos e fiscais de contratos, que faziam vista grossa para pagamentos duplicados e serviços não realizados.
Entre os indícios de irregularidades estão:
A prática é considerada uma ameaça grave à transparência das contratações públicas, pois burla os princípios da economicidade e da moralidade administrativa.
A soma dos valores envolvidos nas atas de registro de preços investigadas ultrapassa a marca de R$ 500 milhões. A Prefeitura do Recife, segundo o MPPE, está entre os entes que mais contrataram com base nesses contratos suspeitos.
A operação contou com 150 agentes públicos, entre promotores de justiça, policiais civis e militares, e foi realizada em três estados (PE, MG e MA). Ao todo, foram 22 mandados de busca e apreensão, com foco em empresas, residências e órgãos públicos.
As investigações seguem sob sigilo judicial, mas o MPPE já confirmou que pretende:
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De imediato, foi acionado o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), que compareceu ao local e realizou os procedimentos médicos necessários.
O caso será encaminhado à Polícia Civil, para identificação do proprietário do veículo e adoção das medidas legais cabíveis.
Proposta tramita na Alepe e estabelece que, das 6h às 9h e das 17h às 20h, empresas responsáveis pelo transporte público deverão destinar espaços exclusivos para passageiras.
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