A governadora classificou o episódio como inadmissível e anunciou que determinou a abertura de processo na Corregedoria da Secretaria de Defesa Social para esclarecer todas as circunstâncias do ocorrido.
Raquel Lyra se posiciona sobre uso de fotos de Erika Hilton e Duda Salabert em álbum da PC-PE Foto: Reprodução
A governadora Raquel Lyra (PSD) se manifestou oficialmente sobre o caso envolvendo as deputadas federais Erika Hilton (PSOL-SP) e Duda Salabert (PDT-MG), cujas fotos foram incluídas em um álbum de suspeitos da Polícia Civil de Pernambuco.
Em seu pronunciamento, Raquel classificou o episódio como inadmissível e anunciou que determinou uma apuração rigorosa, com a abertura de processo na Corregedoria da Secretaria de Defesa Social para esclarecer todas as circunstâncias do ocorrido.
Segundo a governadora, “preconceito e violência simbólica não são tolerados em Pernambuco”, reforçando que qualquer prática discriminatória dentro das instituições estaduais será investigada e punida conforme a lei.
"Inadmissível o uso da imagem das deputadas federais Duda Salabert e Érika Hilton pela Polícia Civil de PE. Determinei apuração rigorosa com abertura de processo na Corregedoria da Secretaria de Defesa Social. Preconceito e violência simbólica não são tolerados em PE."
As deputadas federais Duda Salabert (PDT-MG) e Erika Hilton (PSOL-SP) denunciaram que suas imagens foram incluídas em um álbum de identificação de suspeitos por uma delegacia da Polícia Civil de Pernambuco, sem qualquer relação com o crime investigado.
O caso veio ao conhecimento das parlamentares por meio de um alerta da Defensoria Pública do Estado, que identificou indícios de uso discriminatório das fotos.
O álbum foi produzido em abril de 2025 durante a apuração de um roubo de celular em Recife, ocorrido no início do ano. Segundo Duda Salabert, ela e Erika Hilton tiveram suas fotos incluídas não por semelhança com a suspeita, mas pelo fato de serem mulheres trans.
"Colocaram minha foto e a da Erika Hilton lado a lado em um álbum de reconhecimento criminal. Não por semelhança com a suspeita. Mas por sermos travestis. Isso não é investigação. É perfilamento, é racismo e transfobia institucional. É assim que o sistema erra. É assim que inocentes são colocadas como suspeitas."
A deputada acionou a Secretaria de Defesa Social de Pernambuco, cobrando explicações e providências, além de informar que medidas legais já estão em andamento.
A assessoria das parlamentares informou que o gabinete está tomando todas as medidas cabíveis para apurar o caso, cobrando esclarecimentos das autoridades competentes.
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De acordo com a gestão municipal, as intervenções iniciadas em maio de 2024 visam reduzir a vulnerabilidade de áreas de encosta e garantir maior segurança à população.
Segundo a deputada do PDT, elas tiveram suas fotos incluídas não por semelhança com a suspeita, mas pelo fato de serem mulheres trans.
Na ação, os policiais cumprem 11 mandados de prisão e 22 mandados de busca e apreensão domiciliar.
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