"Qual foi a marca de João Campos no Recife? Foi o cabelo nevado?", questiona vereador Paulo Muniz Foto: Reprodução / Redes Sociais e Rodolfo Loepert/PCR
O vereador Paulo Muniz (PL) utilizou a tribuna da Câmara Municipal do Recife para disparar duras críticas ao ex-prefeito João Campos (PSB) na terça-feira, 5 de maio. O estopim foi o posicionamento de Campos diante dos transtornos causados pelas recentes chuvas que inundaram a capital.
Para o parlamentar, a gestão do PSB, que já dura mais de duas décadas em conjunto com o PT, foca mais em marketing digital do que em soluções estruturais para evitar tragédias.
O parlamentar questionou diretamente o legado deixado pelo ex-prefeito, ironizando o estilo que o tornou popular nas redes sociais.
"Qual foi a marca de João Campos no Recife? Foi o cabelo nevado?", indagou Muniz, sugerindo que a estética teria superado a eficiência administrativa.
Um dos pontos centrais da fala de Muniz foi a suposta "desautorização" do atual prefeito, Vitor Marques. Para o vereador, o fato de João Campos interromper sua agenda no interior para gravar vídeos dizendo que estava "voltando ao Recife" para resolver a crise das chuvas expõe a fragilidade da atual gestão municipal.
"O Vitor Marques não tem condições de resolver um problema? No primeiro problema você já o desautoriza e quer voltar", criticou o vereador, classificando a movimentação de Campos como uma "palhaçada" eleitoreira.
Além do embate político, Paulo Muniz trouxe dados financeiros para o debate, questionando a necessidade de novos empréstimos diante de montantes bilionários já autorizados pela Casa Legislativa.
O vereador Fred Ferreira solicitou a aprovação de um empréstimo de R$ 458 milhões, e Muniz questionou o paradeiro dos R$ 4 bilhões anteriormente autorizados.
"Evaporou esse dinheiro?", disparou o parlamentar, cobrando transparência sobre onde esses recursos foram aplicados, já que a cidade continua sofrendo com alagamentos crônicos.
O vereador relembrou que, apesar do discurso oficial tentar culpar o volume atípico de água, o Recife convive com mortes por soterramentos e inundações há anos. Ele citou as 65 vítimas de 2021 e as mortes mais recentes como prova de que a "praga" da gestão de esquerda, que já dura 26 anos na cidade, exauriu a capacidade de resposta da capital.
"A tragédia do Recife, pessoas andando de jet-ski na Avenida Recife, isso não é motivo de graça", concluiu Muniz, afirmando que a capital pernambucana deixou de ser referência positiva para se tornar exemplo de má gestão urbana.
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