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PREFEITURA DO RECIFE: obras sofrem atrasos e tem acréscimo de dinheiro; total é de R$ 132 MILHÕES

Entre as construções que receberam R$ 20 milhões em aditivos, estão a recuperação das Pontes Giratória e Monteiro-Iputinga e a construção do Parque Governador Eduardo Campos.

Gabriel Alves

23 de janeiro de 2025 às 10:23   - Atualizado às 11:00

Ponte Giratória no bairro do Recife, em obras.

Ponte Giratória no bairro do Recife, em obras. Foto: Rodolfo Loepert/PCR

Obras públicas no Recife estão enfrentando atrasos e custos elevados, causando impacto à população e aos cofres municipais. Três projetos em especial têm chamado atenção: a recuperação da Ponte Giratória, no Centro; a construção do Parque Governador Eduardo Campos, na Zona Sul; e a Ponte Monteiro-Iputinga, que cruza o Rio Capibaribe e liga as zonas Norte e Oeste, segundo levantamento do g1 PE, publicado quarta-feira, 22 de janeiro..

A apuração do g1 informa que, juntos, os três projetos, que ainda não foram concluídos, tiveram acréscimo de mais de R$ 20 milhões aos contratos, totalizando R$ 132 milhões a serem pagos pela prefeitura.

A Ponte Giratória liga o Bairro do Recife ao bairro de São José. Ela foi interditada em outubro de 2023 e, desde março de 2022, passa por uma obra contratada pela Autarquia de Manutenção e Limpeza Urbana do Recife (Emlurb).

O prazo inicial para o fim das obras era dezembro de 2023. Entretanto, segundo a prefeitura, foram descobertos problemas estruturais que levaram a uma prorrogação do prazo. Sem a principal ligação entre os bairros, motoristas precisam dar uma volta bem maior.

O investimento inicial foi de R$ 9,4 milhões, mas houve um aditivo de contrato que acrescentou mais R$ 3 milhões, totalizando R$ 12,4 milhões. Desse valor, mais de R$ 8,4 milhões já foram pagos, segundo o Tribunal de Contas do Estado (TCE).

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A nova fase da obra inclui reforços estruturais como reforço das vigas, injeção de epóxi e aplicação de material para preenchimento de vazios.

Com obras iniciadas em maio de 2023, no antigo Aeroclube do Recife, no bairro do Pina, o Parque Governador Eduardo Campos deveria ter sido entregue no segundo semestre de 2024, mas foi adiado para 2025 após o TCE solicitar revisões por problemas estruturais, como fissuras na pista de cooper.

O parque, segundo o projeto, terá quase 12 hectares, incluindo quadra poliesportiva, campo de areia, ciclovia, pista de cooper e um espaço de convivência. O valor inicial de R$ 62,2 milhões foi aditado em quase R$ 11 milhões, totalizando R$ 73,1 milhões, com mais de R$ 50 milhões já pagos.

Já a Ponte Engenheiro Jaime Gusmão, que liga os bairros Monteiro e Iputinga, já passou pelas gestões de João da Costa (PT), Geraldo Julio (PSB) e, agora, João Campos (PSB). Ela começou a ser construída em 2012 e deveria ter sido entregue em 2014, mas só foi inaugurada em agosto de 2024, após ter as obras paralisadas por anos.

A obra foi retomada em 2021, passando de R$ 40,4 milhões para R$ 46,7 milhões, com R$ 39 milhões já pagos. Apesar da entrega, o serviço ainda não foi totalmente concluído. Ainda são previstas obras complementares no entorno, como drenagem, ciclofaixas e melhorias viárias.

Sobre os atrasos, o presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil de Pernambuco (Sinduscon-PE), Antônio Claudio Couto, contou que, para evitar atrasos, é importante fazer bons projetos e contar com uma margem de risco.

"Em primeiro lugar você tem a obrigatoriedade de fazer o projeto daquela obra a ser reformada ou a ser construída. Você tem que ter uma descrição técnica perfeita, com todos os estudos técnicos, ensaios e averiguação de tudo que é necessário para aquela conclusão. [...] A primeira fase é elaborar um projeto de boa qualidade com uma previsão que você consegue naquele instante que você está elaborando aquele projeto. Tem que ter uma matriz de risco que dá origem ao projeto", disse.

Resposta

A TV Globo solicitou à prefeitura do Recife explicações sobre os atrasos e aumentos de custo nas obras.

Sobre a Ponte Monteiro-Iputinga, a gestão disse que a obra precisou de reajustes porque obras viárias no entorno foram impactadas por desafios relacionados ao reforço do solo e a questões de desapropriações. A prefeitura não informou prazo de conclusão.

O Parque Governador Eduardo Campos, segundo a prefeitura, teve alterações para evitar desapropriações, reforçar terraplanagem e sistemas de drenagem. O espaço deve ser entregue ainda neste ano.

Sobre a Ponte Giratória, a prefeitura disse que foram identificados graves problemas estruturais no quinto vão da estrutura, e que os problemas foram descobertos com o avanço da obra, o que ocasionou a interdição total do tráfego de carros. Também não foi informado o prazo para conclusão do serviço.

Da redação do Portal com informações do g1 PE.

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