Prefeito do Recife João Campos e seu vice, Victor Marques, apertando as mãos com chapéus de obra. Foto: Reprodução
O vice-prefeito e secretário de Infraestrutura do Recife, Victor Marques (PCdoB), vai assumir, de forma interina, a gestão da cidade enquanto o prefeito João Campos (PSB) tira férias. A substituição ocorre apenas 17 dias após Victor Marques tomar posse como vice-prefeito. O anúncio foi feito através das redes sociais.
Em um vídeo divulgado, João Campos aparece ao lado de Victor Marques em um canteiro de obras da Prefeitura do Recife. No Diário Oficial desta sexta-feira, 17 de janeiro, também consta que o vice-gestor municipal passará a integrar o conselho da Emlurb.
“Pessoal, vou tirar uns dias de recesso agora pra dar aquela recarregada na bateria e voltar na potência máxima pra gente tocar o trabalho que tá fazendo o Recife avançar. Enquanto isso, @Victor_Marques fica aqui gerenciando a @PrefeituraRecife e todas as ações de nossa gestão. Tenho certeza que ele vai pegar no serviço pra gente seguir com todas as entregas pros recifenses. Até mais, galera! Logo mais tô de volta”, declarou João Campos.
Auditores do Tribunal de Contas do Estado (TCE) apontaram, em relatório de auditoria especial, indícios de que o prefeito João Campos (PSB) fez uso da máquina pública em seu favor durante a construção da 1ª fase do Parque Urbano da Tamarineira, considerada uma das vitrines da sua gestão.
O TCE concluiu que houve burla ao procedimento de licitação por parte dos gestores da Autarquia de Manutenção e Limpeza Urbana do Recife (Emlurb), responsável pela obra. Isto porque, ao invés de realizar um procedimento que tivesse como objeto específico a implantação da 1ª fase do parque, as despesas foram fracionadas em 16 contratos diferentes e já existentes executados ao longo do ano de 2024. A informação foi noticiada pela coluna Painel do jornal Folha de S. Paulo.
De acordo com o relatório, a decisão de não fazer processo licitatório “tratou-se de procedimento sem embasamento legal, de cunho inconstitucional e não republicano”.
Outra observação é que “a acelerada execução da obra, sem necessidade aparente, além da entrega ao público da primeira fase do Parque da Tamarineira, ainda que visivelmente inacabada e com várias falhas de construção, também causa perplexidade”.
De acordo com o TCE, a maioria desses contratos tinham como objeto, manutenção e não construção, situação essa que não encontra amparo na legislação vigente”, aponta o relatório.
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