Policial penal é preso após entregar maconha para detento no Presídio de Igarassu. Fotos: Divulgação
O Governo de Pernambuco decidiu afastar o policial penal Eluilson Gomes Nunes da Silva, de 52 anos, oito dias depois de sua prisão em flagrante por tráfico de drogas dentro do Presídio de Igarassu, localizado no Grande Recife.
A decisão foi publicada no Diário Oficial do Estado no sábado, 21 de junho, e assinada pelo secretário de Administração Penitenciária e Ressocialização, Paulo Paes de Araújo.
A prisão aconteceu no dia 13 de junho, quando outros agentes que atuam na unidade encontraram 165 gramas de maconha durante uma revista em um dos detentos.
Segundo a Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização (Seap), o próprio preso informou que havia recebido a droga das mãos de um policial penal. A denúncia levantou imediatamente suspeitas sobre Eluilson, que já estava sob observação.
Imagens do circuito interno de segurança ajudaram a confirmar a versão apresentada pelo detento. A Seap afirmou que, após a constatação do envolvimento do servidor, encaminhou tanto ele quanto o preso ao Departamento de Repressão ao Narcotráfico (Denarc), da Polícia Civil. O caso passou por audiência de custódia já no dia seguinte.
A juíza Naiana Lima Cunha Bhering, da Vara Criminal de Igarassu, decidiu converter a prisão em flagrante para prisão preventiva. Com isso, Eluilson Nunes permaneceu detido enquanto o processo corre na Justiça. Até agora, sua defesa não se pronunciou.
O afastamento de Eluilson Gomes foi determinado como uma medida cautelar. Ele permanecerá suspenso do cargo até que o processo criminal seja concluído.
A decisão também exige a entrega imediata de todos os materiais e equipamentos que estavam sob sua responsabilidade, incluindo armas de fogo, rádio comunicador e demais instrumentos de trabalho.
A denúncia contra o policial penal ocorre meses depois de o Presídio de Igarassu ser alvo de uma operação da Polícia Federal, que desarticulou o chamado “resort do crime”, um esquema de corrupção e regalias envolvendo detentos e servidores.
Na época, a investigação revelou a existência de celas com televisores, ventiladores, alimentos especiais e até acesso a aparelhos de telefone celular.
Nos bastidores do sistema prisional, servidores relatam um clima de desconfiança desde a operação. A prisão de um colega por tráfico, segundo agentes ouvidos sob condição de anonimato, representa mais um golpe na imagem do presídio e levanta questionamentos sobre o controle e fiscalização dentro da unidade.
A Seap informou que acompanha o caso com “rigor” e que tomará todas as providências cabíveis para responsabilizar o servidor, caso a Justiça confirme seu envolvimento com o tráfico de drogas dentro da cadeia.
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