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PL Antifacção: veja como votaram os deputados de Pernambuco

A Câmara dos Deputados aprovou o projeto de lei que endurece penas contra organizações criminosas e milícias, na noite da terça-feira, 18.

Fernanda Diniz

19 de novembro de 2025 às 16:22   - Atualizado às 16:23

Deputados federais de Pernambuco.

Deputados federais de Pernambuco. Foto: Arte/Portal de Prefeitura

A Câmara dos Deputados aprovou o projeto de lei que endurece penas contra organizações criminosas e milícias, conhecido como PL Antifacção. A bancada pernambucana ficou dividida na votação, registrando votos favoráveis e contrários ao texto.

Votaram SIM

  • André Ferreira (PL)
  • Clarissa Tércio (PP)
  • Coronel Meira (PL)
  • Eduardo da Fonte (PP)
  • Eriberto Medeiros (PSB)
  • Fernando Coelho (União Brasil)
  • Fernando Monteiro (Republicanos)
  • Fernando Rodolfo (PL)
  • Guilherme Uchoa (PSB)
  • Lula da Fonte (PP)
  • Mendonça Filho (União Brasil)
  • Ossesio Silva (Republicanos)
  • Pastor Eurico (PL)

Votaram NÃO

  • Augusto Coutinho (Republicanos)
  • Carlos Veras (PT)
  • Clodoaldo Magalhães (PV)
  • Felipe Carreras (PSB)
  • Iza Arruda (MDB)
  • Lucas Ramos (PSB)
  • Luciano Bivar (União Brasil)
  • Maria Arraes (Solidariedade)
  • Pedro Campos (PSB)
  • Renildo Calheiros (PCdoB)
  • Túlio Gadêlha (Rede)
  • Waldemar Oliveira (Avante)

O projeto segue agora para análise do Senado. Se quiser, posso preparar também um gráfico, um resumo visual ou uma versão para redes sociais.
 

Emenda veta presos de votarem 

O Plenário aprovou emenda do deputado Marcel van Hattem (Novo-RS) que proíbe o alistamento eleitoral de cidadãos que estejam em prisão provisória e determina o cancelamento do título de eleitor dos que já estiverem inscritos.

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Segundo Van Hattem, não seria coerente permitir que pessoas afastadas da sociedade possam votar. Ele afirmou que garantir esse direito seria uma “regalia”.

A proposta gerou reação de parlamentares governistas. O deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) criticou a emenda e citou casos de figuras públicas presas provisoriamente, argumentando que a medida sugeriria incoerências no tratamento dos direitos políticos.

Demais pontos do projeto

O substitutivo de Derrite amplia penas para crimes ligados ao chamado domínio social estruturado, tipificando condutas de organizações criminosas e milícias com penas que variam de 20 a 40 anos de reclusão. O favorecimento a esse domínio terá pena de 12 a 20 anos.

O texto prevê ainda apreensão prévia e possível perdimento de bens antes do trânsito em julgado, além de restringir benefícios como anistia, graça, indulto, progressão de regime e auxílio-reclusão para condenados por esses crimes.

O projeto também determina que líderes e integrantes de núcleos de comando de facções sejam mantidos obrigatoriamente em presídios federais de segurança máxima. Condutas como uso de explosivos, ataques a instituições, controle de territórios e sabotagem de serviços essenciais passam a ser enquadradas como domínio social estruturado.

Além disso, os crimes definidos no texto serão considerados hediondos, elevando significativamente o tempo mínimo de cumprimento de pena em regime fechado, tanto para réus primários quanto para reincidentes.

Destaques apresentados por partidos governistas, que buscavam reverter pontos como punição por atos preparatórios, perdimento de bens e destinação de recursos apreendidos, foram rejeitados.

A aprovação do projeto foi comemorada por parlamentares da oposição, que afirmam tratar-se de um marco legal contra o crime organizado.

 

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