No entanto, o número mais impactante deste recorte é o de indecisos: 66,7%. Dois em cada três pernambucanos ainda não têm um nome gravado na memória para a disputa de 2026.
Raquel Lyra e João Campos Foto: Divulgação
Embora a disputa estimulada aponte um empate numérico, a força da "lembrança de marca" política em Pernambuco ainda pende para o lado do Palácio do Campo das Princesas. Segundo os dados do Instituto Veritá (BR-04215/2026), a governadora Raquel Lyra (PSD) detém a liderança isolada no cenário espontâneo — quando o eleitor cita um nome sem ver uma lista — com 19,1% das intenções de voto.
O ex-prefeito do Recife, João Campos (PSB), aparece na segunda posição com 13,0%. A diferença de 6,1 pontos percentuais indica que a imagem da atual gestora está quase 50% mais consolidada na memória imediata do eleitor pernambucano do que a de seu principal adversário no momento.
| Candidato(a) | Citação Espontânea (%) |
| Raquel Lyra (PSD) | 19,1% |
| João Campos (PSB) | 13,0% |
| Gilson Machado | 0,4% |
| Eduardo Campos (Citação) | 0,2% |
| Ivan Moraes | 0,2% |
| Outros nomes | < 0,2% |
| Indecisos / Não Sabem | 66,7% |
| Branco / Nulo | 0,1% |
A liderança de Raquel Lyra no cenário espontâneo é um indicador de consolidação de imagem. Como governadora em exercício, sua exposição diária e o controle da agenda estadual garantem que seu nome esteja mais "fresco" na mente da população. Para João Campos, o desafio é converter sua popularidade na capital em um recall estadual tão forte quanto o da governadora.
No entanto, o número mais impactante deste recorte é o de indecisos: 66,7%. Dois em cada três pernambucanos ainda não têm um nome gravado na memória para a disputa de 2026.
"Este altíssimo índice de eleitores que não sabem em quem votar espontaneamente sinaliza que a eleição está em campo aberto. A campanha oficial e o início do guia eleitoral terão um poder de transformação gigantesco sobre esses números", avaliam analistas políticos.
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Um dado curioso da pesquisa espontânea é a citação de Eduardo Campos (0,2%), falecido em 2014. Embora estatisticamente baixo, o registro mostra a persistência do legado do ex-governador no imaginário popular, o que beneficia indiretamente seu filho, João Campos. Nomes como Gilson Machado e Ivan Moraes aparecem com menos de 1%, reforçando que, para a oposição de direita e esquerda, o trabalho de tornar os candidatos conhecidos no interior ainda está no estágio inicial.
A pesquisa Veritá ouviu 2.010 pessoas entre 24 e 30 de março de 2026, com margem de erro de 2,5 pontos percentuais.
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