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Comida no prato e dignidade: como Pernambuco ajudou o Brasil a sair do Mapa da Fome

O estado de Pernambuco se consolidou como exemplo no combate à fome e contribuiu decisivamente para a retirada do Brasil do Mapa da Fome da ONU.

Redação Portal de Prefeitura

07 de agosto de 2025 às 14:20   - Atualizado às 14:34

Pernambuco se destaca no combate à fome

Pernambuco se destaca no combate à fome Foto Montagem/Portal de Prefeitura

O Brasil saiu oficialmente do Mapa da Fome da ONU, com menos de 2,5% da população em situação de subnutrição, de acordo com a média entre 2022 e 2024 — um marco alcançado no primeiro mandato do presidente Lula. Nesse contexto, a atuação de Pernambuco no combate à fome teve papel decisivo e inspirador para o país.

Desde 2023, o Governo de Pernambuco implementou uma política pública forte no combate à fome, com a distribuição de mais de 16,1 milhões de refeições por meio de 212 cozinhas comunitárias espalhadas por todos os territórios do estado. Além disso, o programa Mães de Pernambuco tem garantido renda e dignidade a milhares de famílias, fortalecendo o acesso à alimentação e contribuindo para a segurança alimentar regional.

O comprometimento do estado com o combate à fome evidencia que políticas integradas — de acolhimento, renda, alimentação e participação social — geram resultados concretos. A estratégia pernambucana reafirma que lucrar em dignidade e impacto social é possível por meio da presença ativa do poder público nas comunidades.

A conquista histórica do Brasil — sair do Mapa da Fome — não é apenas fruto de ações federais, mas também de iniciativas estaduais como as de Pernambuco. O resultado mostra que políticas públicas voltadas à alimentação, renda e cidadania podem transformar realidades e servir de base para soluções nacionais.

Brasil sai novamente do Mapa da Fome, aponta relatório da ONU

Relatório apresentado nesta segunda-feira, 28 de julho, durante a 2ª Cúpula de Sistemas Alimentares da Organização das Nações Unidas (ONU) (UNFSS+4), na Etiópia, revela que o Brasil está novamente fora do Mapa da Fome.

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O país está abaixo do patamar de 2,5% da população em risco de subnutrição ou de falta de acesso à alimentação suficiente.

Os dados constam do estudo O Estado da Segurança Alimentar e Nutricional no Mundo 2025 (SOFI 2025), produzido pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO/ONU).  

O Mapa da Fome é um indicador global da FAO que identifica países em que mais de 2,5% da população sofrem de subalimentação grave (insegurança alimentar crônica). 

Estar no Mapa da Fome significa que uma parcela significativa da população do país não tem acesso regular a alimentos suficientes para uma vida saudável. O relatório SOFI divulga esse indicador sempre na forma de médias trienais, considerando as informações dos últimos três anos.  

O Brasil alcançou esse patamar em 2014, mas tinha retornado ao Mapa da Fome no triênio 2018/2020. Agora, no triênio 2022/2024, voltou a ficar abaixo de 2,5%.

Nota divulgada, em Brasília, pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome destaca que “a conquista foi alcançada em apenas dois anos, tendo em vista que 2022 foi um período considerado crítico para a fome no Brasil”.  

“A saída do Brasil do Mapa da Fome é resultado de decisões políticas do governo brasileiro que priorizaram a redução da pobreza, o estímulo à geração de emprego e renda, o apoio à agricultura familiar, o fortalecimento da alimentação escolar e o acesso à alimentação saudável", explica a nota. 

Como é calculado o Mapa da Fome

A FAO adota alguns indicadores para monitorar a situação alimentar nos países. O principal deles é a Prevalência de Subnutrição (Prevalence of undernourishment – PoU), utilizado na construção do Mapa da Fome. Esse indicador identifica, em cada país, o percentual da população em risco de subnutrição. 

O PoU é calculado a partir de três variáveis:

quantidade de alimentos disponíveis no país, considerando produção interna, importação e exportação;
o consumo de alimentos pela população, considerando as diferenças de capacidade de aquisição (a renda);
a quantidade adequada de calorias/dia, definida para um indivíduo médio representativo da população. 
 

 

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