Pesquisadora ganhou prêmio em concurso internacional Dance Your PhD ao transformar pesquisa sobre biossensores forenses em dança.
10 de março de 2026 às 12:46 - Atualizado às 12:48
Pesquisadora alcançou prestígio internacional ainda durante o Curso de Formação, tornando-se a primeira mulher negra, pernambucana e latino-americana a vencer uma das categorias. Foto: SDS/Divulgação
Perita da Polícia Científica de Pernambuco, Natália Oliveira, conquistou reconhecimento internacional ao vencer o concurso Dance Your PhD, apresentando sua pesquisa em genética forense por meio da dança.
Com atuação na corporação há oito anos e atualmente na Coordenação de Ensino, Pesquisa e Gestão da Qualidade da instituição, Natália alcançou prestígio internacional ainda durante o curso de formação, tornando-se a primeira mulher negra, pernambucana e latino-americana a vencer uma das categorias do concurso internacional, promovido pela revista científica Science.
A pesquisadora venceu na categoria Química e também recebeu o prêmio de escolha do público com um videoclipe interpretativo que traduz, por meio da dança, conceitos de sua tese de doutorado, voltada ao desenvolvimento de biossensores aplicados à ciência forense.
“Minha tese trata do desenvolvimento de biossensores para detectar fluidos corporais em locais de crime. O equipamento funciona de forma semelhante aos medidores de glicose usados por pessoas com diabetes e utiliza uma molécula de DNA para identificar substâncias como sangue, sêmen e saliva, mesmo quando há tentativa de eliminação de vestígios com produtos de limpeza”, explica a perita.
O videoclipe premiado foi produzido em parceria com a companhia de dança Vogue 4 Recife, da qual Natália fazia parte à época, e contou com referências à cultura dos bailes noturnos e séries de investigação criminal, aproximando o público geral de um tema normalmente apresentado em linguagem técnica.
Para a perita, o reconhecimento internacional reforça o potencial da ciência brasileira e amplia a visibilidade do trabalho de pesquisadores ligados à segurança pública.
“Esse prêmio mostra que pesquisas desenvolvidas em universidades públicas brasileiras, ainda mais por mulheres, podem ganhar destaque mundial. É uma forma de abrir caminhos para que outras meninas também ocupem esses espaços. Além disso, demonstra que a ciência pode ser comunicada de maneira acessível. Quanto mais pessoas entenderem nosso trabalho nos laboratórios e na perícia, maior é a valorização da nossa atuação”, afirma Natália.
A perita ainda ressalta que o incentivo recebido ao longo da trajetória reforça o compromisso da Polícia Científica com o avanço das técnicas periciais e a produção de conhecimento aplicado à investigação criminal.
“Na época do vídeo e da premiação, eu ainda estava no Curso de Formação e mesmo assim recebi grande incentivo da instituição e dos colegas. Isso é muito importante, pois a presença de mais mulheres nesses ambientes traz novas perspectivas e ajuda a enfrentar os desafios complexos da sociedade”, conclui.
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O comunicador estava hospitalizado desde a noite do último domingo, 22 de março, no Hospital dos Servidores, quando deu entrada na unidade sentindo dores intensas na região abdominal.
As comemorações tiveram início nas primeiras horas do dia, em frente à sede da Prefeitura, com o tradicional hasteamento das bandeiras da cidade, Pernambuco e Brasil.
"Com a promulgação desta lei, reafirmamos, o compromisso do nosso governo com a valorização dos profissionais da educação", disse Raquel Lyra.
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