Pastor Júnior Tércio pede urgência em Lei Anti-Oruam. Fotos: Divulgação e Reprodução/ Record TV
Após a prisão do cantor Oruam, nesta terça-feira, 22 de julho, no Rio de Janeiro, o deputado estadual Pastor Júnior Tércio (PP) voltou a cobrar a aprovação, na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), da chamada Lei Anti-Oruam.
Investigado por envolvimento com facções criminosas, o artista ganhou notoriedade por músicas que romantizam o tráfico de drogas e a violência, muitas vezes apresentadas em shows custeados com dinheiro público.
O episódio reacende o debate sobre o tipo de conteúdo financiado com dinheiro público e reforça a importância do Projeto de Lei 2589/2025, de autoria do parlamentar. A proposta veda o uso de recursos públicos para apoiar eventos voltados ao público infantojuvenil que promovam o crime organizado ou incentivem o consumo de drogas ilícitas.
Atualmente em tramitação na Alepe, o projeto surge como uma reação direta à crescente normalização da criminalidade no cenário cultural.
“O que estamos vendo é a confirmação de uma realidade que já vínhamos denunciando. Muitos desses artistas não apenas cantam sobre o crime, eles fazem parte dele. A prisão de Oruam mostra o quanto é urgente impedir esse tipo de influência sobre a juventude”, afirmou Pastor Júnior Tércio.
O deputado também ressaltou a necessidade de responsabilidade no fomento cultural.
“A cultura e a arte têm um papel essencial na formação de valores. São ferramentas poderosas de transformação. Mas não podemos fechar os olhos para manifestações que glorificam o crime e colocam em risco o desenvolvimento das nossas crianças e adolescentes.”
O rapper Oruam, nome artístico do cantor Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, se entregou nesta terça-feira, 22, à polícia no Rio de Janeiro. O cantor se apresentou na Cidade da Polícia, no Jacarezinho, acompanhado da mãe e da namorada
O cantor teve a prisão decretada pela Justiça pelos crimes de resistência, desacato, dano, ameaça e lesão corporal. A Polícia Civil do Rio de Janeiro afirma que o rapper é investigado também por tráfico de drogas e associação para o tráfico.
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Número corresponde a 0,48% dos 22.694 equipamentos instalados no Estado. O Tribunal Regional Eleitoral (TRE-PE) considera ocorrências dentro da normalidade.
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