Ação da PF e da CGU apura suspeitas de corrupção, fraudes em contratos e desvio de recursos públicos ligados a contratos firmados com a Prefeitura do Recife em 2020.
Polícia Federal Foto: Divulgação/PF
A deflagração da Operação Check-in pela Polícia Federal e pela Controladoria-Geral da União (CGU), nesta terça-feira (2), gerou uma série de dúvidas entre moradores do Recife e servidores públicos. Afinal, quem está sendo investigado? A Prefeitura do Recife é alvo da operação? Houve prisões? Quanto dinheiro está sob suspeita?
Para esclarecer os principais pontos da investigação, reunimos as informações oficiais divulgadas pelos órgãos responsáveis pela operação.
A Operação Check-in é uma investigação conduzida pela Polícia Federal com apoio da Controladoria-Geral da União para apurar a atuação de uma suposta organização criminosa especializada em corrupção, desvio de recursos públicos e fraudes em licitações e contratos administrativos.
Segundo a PF, o foco da investigação está em contratos de terceirização de mão de obra executados durante o ano de 2020.
Não.
De acordo com as informações divulgadas oficialmente, a investigação tem como foco uma empresa contratada pelo município e possíveis beneficiários do esquema investigado.
A própria Prefeitura do Recife informou que não é alvo da Operação Check-in e afirmou estar à disposição dos órgãos de controle para colaborar com as investigações.
Segundo a Polícia Federal, a apuração teve início após a análise de documentos apreendidos durante outra investigação, denominada Operação Firenze.
Entre os materiais recolhidos estavam canhotos e talões de cheques que, segundo os investigadores, indicariam pagamentos suspeitos relacionados ao caso agora investigado.
Esses documentos motivaram a abertura de uma nova investigação específica, resultando na Operação Check-in.
Sim.
A Polícia Federal afirma que existem indícios de pagamento de vantagem indevida a um agente público de alto escalão ligado à administração municipal da época.
Até o momento, contudo, a identidade desse agente público não foi divulgada oficialmente.
A investigação busca justamente confirmar a existência desses pagamentos e identificar todos os envolvidos.
Segundo a Polícia Federal, a empresa investigada recebeu aproximadamente R$ 25,8 milhões da Prefeitura do Recife em 2020.
Desse total, cerca de R$ 17 milhões teriam origem em recursos federais.
Os investigadores também afirmam que a empresa mantinha contratos com o município antes de 2020, o que pode ampliar o período analisado e os valores eventualmente sob investigação.
Não.
Nesta fase da Operação Check-in foram cumpridos apenas mandados de busca e apreensão.
As diligências ocorreram no Recife, em Jaboatão dos Guararapes e no Cabo de Santo Agostinho.
Segundo a PF, foram apreendidos documentos, aparelhos eletrônicos, veículos e valores em dinheiro que serão analisados durante a continuidade das investigações.
Todo o material recolhido durante a operação passará por perícia e análise dos investigadores.
A partir dessas informações, a Polícia Federal poderá confirmar ou descartar suspeitas, identificar novos envolvidos e eventualmente solicitar novas medidas judiciais.
É importante destacar que os fatos ainda estão sendo investigados e que todos os citados no procedimento têm direito à ampla defesa e ao contraditório.
Segundo a Polícia Federal, o nome faz referência aos talões e canhotos de cheques encontrados durante uma investigação anterior.
Esses documentos são considerados uma das principais linhas de apuração do caso e teriam servido como ponto de partida para o aprofundamento das investigações que culminaram na operação desta terça-feira.
A Operação Check-in segue em andamento e novas informações poderão ser divulgadas pelas autoridades à medida que as investigações avançarem.
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