Prefeitura do Recife se posiciona sobre operação da PF. Foto: Divulgação
A Prefeitura do Recife se pronunciou nesta terça-feira, 2 de junho, após a deflagração da Operação Check-in, conduzida pela Polícia Federal com apoio da Controladoria-Geral da União (CGU).
Em nota oficial, a administração municipal afirmou que não figura como alvo da investigação e destacou que permanece à disposição das autoridades para colaborar com o andamento dos trabalhos.
A manifestação ocorreu poucas horas depois de a Polícia Federal divulgar detalhes da operação, que investiga suspeitas de corrupção, fraudes em contratos públicos, desvio de recursos e possível atuação de uma organização criminosa ligada a contratos celebrados com a Prefeitura do Recife.
Segundo a nota divulgada pela gestão da capital pernambucana, a investigação tem relação com uma empresa terceirizada que atuou em contratos firmados no ano de 2020. A gestão ressaltou que acompanha o caso e mantém cooperação com os órgãos responsáveis pela apuração.
“A Prefeitura do Recife esclarece que não é alvo da Operação Check-in, que trata de contratos referentes a uma empresa terceirizada que atuou em contratos celebrados em 2020 no âmbito municipal. O Executivo Municipal reforça que segue à disposição das instituições e órgãos de controle no apoio às investigações”, informou a administração municipal.
De acordo com a Polícia Federal, as investigações tiveram início em 2026 após a análise de documentos apreendidos durante a Operação Firenze. Entre os materiais encontrados estavam canhotos de cheques que, segundo os investigadores, indicariam o pagamento de vantagens indevidas a um agente público ligado ao alto escalão da Prefeitura do Recife.
A apuração concentra atenção em contratos de terceirização de mão de obra executados durante o exercício de 2020. Os investigadores trabalham para esclarecer a existência de possíveis irregularidades envolvendo recursos públicos e contratos administrativos firmados naquele período.
Ainda conforme a Polícia Federal, a empresa investigada recebeu aproximadamente R$ 25,8 milhões da Prefeitura do Recife ao longo de 2020. Desse montante, cerca de R$ 17 milhões tiveram origem em recursos federais.
Os investigadores também apontam que a relação contratual entre a empresa e o município não começou em 2020. A Polícia Federal informou que a companhia já mantinha contratos com a administração municipal em anos anteriores. Essa circunstância amplia o alcance das apurações e levanta a possibilidade de que os valores sob análise sejam ainda maiores.
Para cumprir as medidas autorizadas pela Justiça, a Polícia Federal mobilizou 32 agentes e contou com o apoio de dois auditores da Controladoria-Geral da União. As equipes cumpriram oito mandados de busca e apreensão em imóveis localizados nos municípios do Recife, Jaboatão dos Guararapes e Cabo de Santo Agostinho.
As diligências buscam reunir documentos, registros financeiros, equipamentos eletrônicos e outros materiais que possam contribuir para o esclarecimento dos fatos investigados.
A operação apura possíveis crimes de corrupção passiva, corrupção ativa, organização criminosa, fraude em licitação ou contrato administrativo e lavagem de dinheiro. A Polícia Federal informou que as investigações seguem em andamento e novas informações poderão ser divulgadas conforme o avanço da análise do material recolhido.
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