Thiago Medina e João Campos Foto Montagem/Portal de Prefeitura
O vereador Thiago Medina (PL), o mais jovem parlamenta da Câmara Municipal do Recife, divulgou em suas redes sociais uma denúncia polêmica: segundo ele, uma sala no terceiro andar da Policlínica Centro está sendo utilizada pela Associação Pernambucana das Profissionais do Sexo (APPS), o que, em suas palavras, configuraria "uso indevido de dinheiro do pagador de impostos financiando prostituição". A informação repercutiu rapidamente entre seus seguidores e foi posteriormente mencionada por veículos de imprensa.
De acordo com Medina, a APPS ocupa o espaço há anos sem pagar aluguel ou ter qualquer contrato com a Prefeitura. Ele questionou a destinação de um espaço público que, segundo ele, deveria ser priorizado para atendimentos médicos, especialmente em unidades onde faltam salas e há filas de espera.
“Enquanto tem muita unidade de saúde que não tem sala para atendimento, tem uma que tem isso aqui... dinheiro do pagador de imposto financiando prostituição”, afirmou o vereador em vídeo postado em seu perfil. Ele destacou ainda que pretende acionar a Secretaria de Saúde, o Ministério Público, o Tribunal de Contas e requerer informações formais sobre a cessão do espaço.
A APPS, fundada em 2002, tem como bandeiras o apoio à saúde, assistência jurídica e defesa dos direitos de trabalhadoras do sexo.
A denúncia de Medina motivou questionamentos sobre a alocação de recursos públicos e o uso de imóveis pertencentes ao município do Recife.
Em nota, o vereador afirmou que buscará entender "desde quando", "por que" e "quem participa" da associação na unidade, além de pedir providências legais caso haja irregularidades.
Thiago Medina já protocolou pedidos de informação à Prefeitura e se comprometeu a acionar órgãos de controle caso não obtenha esclarecimentos. Entre eles estão o Tribunal de Contas do Estado e o Ministério Público de Pernambuco.
A qualidade de vida em Recife é impactada por problemas persistentes como saneamento básico deficiente, insegurança, desigualdade social e dificuldade de acesso a serviços públicos essenciais. A Comunidade do Caranguejo, em meio aos manguezais da cidade, exemplifica a realidade de muitas áreas urbanas que convivem com a precariedade.
O IPS avalia a qualidade de vida com base em três grandes dimensões: Necessidades Humanas Básicas, Fundamentos do Bem-Estar e Oportunidades. Esses pilares são formados por indicadores como acesso à moradia digna, segurança, educação, saúde, liberdade individual e inclusão social. A proposta do índice é medir o quanto a população realmente sente os benefícios do desenvolvimento, indo além de infraestrutura e investimentos financeiros.
Mesmo entre os municípios pernambucanos, Recife não lidera: Quixaba, no Sertão, aparece como o mais bem avaliado, com média 64. A cidade de apenas 6.755 habitantes se destacou especialmente na escolarização de crianças entre 6 e 14 anos, com índice de 99,2%, segundo o IBGE.
Para o urbanista Marcos Andrade, Recife estar entre as últimas em qualidade de vida no Nordeste “é um reflexo direto do abandono histórico das áreas periféricas e da falta de políticas públicas que priorizem a equidade e o bem-estar real das pessoas”.
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