"Estamos preocupados. Achávamos que não haveria poluição na região, mas encontramos contaminantes", disse a oceanógrafa Fiamma Abreu, da UFPE.
22 de abril de 2026 às 17:46 - Atualizado às 17:59
Mangue em Fernando de Noronha. Foto: Bianca Rangel/Projeto Tubarões e Raias de Noronha
Pesquisadores da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) identificaram sinais de poluição no Mangue do Sueste, em Fernando de Noronha, após análises realizadas em nove pontos da ilha. A área, localizada dentro do Parque Nacional Marinho, foi considerada a mais preocupante entre os locais avaliados.
De acordo com os especialistas, a presença de contaminantes no manguezal surpreendeu a equipe responsável pelo levantamento.
“Estamos preocupados com o Mangue do Sueste. Achávamos que não haveria poluição na região, mas encontramos contaminantes. Isso é grave porque o manguezal é área de reprodução de várias espécies”, afirmou a oceanógrafa Fiamma Abreu, da UFPE.
Registros feitos por meio de drones, após chuvas ocorridas neste mês de abril, mostraram a formação de espuma na água — um indicativo que pode estar relacionado à presença de poluentes. O Mangue do Sueste é considerado um ambiente raro, sendo o único manguezal em ilhas oceânicas do Atlântico Sul.
A possibilidade de interferência humana também está entre as hipóteses levantadas pelos pesquisadores.
“O manguezal é uma área única, com espécies que só existem ali. Há possibilidade de descarte irregular de resíduos na região”, acrescentou a pesquisadora.
A investigação integra o projeto Polmar Noronha, desenvolvido há cerca de dois anos e coordenado pela professora Eliete Zanardi Lamardo. A iniciativa monitora diferentes áreas da ilha, incluindo regiões urbanas e pontos considerados mais preservados, como o Parque Nacional Marinho.
As coletas são realizadas em períodos distintos do ano, contemplando tanto a baixa quanto a alta estação, além das variações entre inverno e verão. A proposta é comparar os níveis de poluição em diferentes condições climáticas, especialmente entre os períodos seco e chuvoso.
Neste ano de 2026, a primeira etapa de coleta foi realizada entre os dias 13 e 15 de abril. Além do Mangue do Sueste, também foram analisados pontos como o Porto de Santo Antônio, a área em frente à Associação Noronhense de Pescadores (Anpesca), a Praia do Cachorro, além de trechos nas praias do Sancho, Atalaia e Boldró, incluindo áreas de escoamento de efluentes.
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Desde o início da ação, em maio de 2025, já foram realizados 122.612 atendimentos em 173 municípios pernambucanos. O total inclui 26.139 consultas e 96.473 exames e biópsias.
O evento acontecerá de 15 de agosto, com concentração às 5h e largada às 6h, na Praça Duque de Caxias, conhecida como Praça do Quartel, em Casa Caiada.
O caso foi em 2025, mas a decisão de segunda instância foi publicada na última semana de julho. O tribunal manteve a condenação definida anteriormente pela Justiça do Trabalho.
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