Para o influenciador, a medida representa um risco à população, que investiu direta e indiretamente na estrutura das praias, mas não terá controle sobre o espaço.
Nido Badoque e nova orla de boa viagem Foto Montagem/Portal de Prefeitura
O influenciador Ni do Badoque voltou a criticar publicamente o plano da Prefeitura do Recife de conceder a orla da cidade à iniciativa privada. Segundo ele, o projeto abrange toda a faixa de areia, desde Brasília Teimosa até Boa Viagem, por um período de 25 anos. Para o influenciador, a medida representa um risco à população, que investiu direta e indiretamente na estrutura das praias, mas não terá controle sobre o espaço.
Durante vídeo divulgado nas redes sociais, Ni do Badoque criticou os valores envolvidos:
"O povo paga a conta, e a iniciativa privada que lucra. João Campos já investiu quase 200 milhões de reais na orla, e agora vai entregar tudo por um lance inicial de 2 milhões de reais? Isso é um absurdo."
O pacote de concessão inclui 60 quiosques, 21 banheiros, 18 equipamentos esportivos, torres de salva-vidas, chuveirões, fontes interativas e todo mobiliário urbano. Ni do Badoque destacou que, apesar do alto investimento da prefeitura, o valor inicial do leilão é muito baixo, o que gera dúvidas sobre a real distribuição de recursos e a supervisão do espaço:
"Para reformar os quiosques, foram gastos 10 milhões de reais. Os banheiros custaram 6 milhões, o paisagismo 4 milhões. E agora vão entregar toda a orla de Boa Viagem e Brasília Teimosa à iniciativa privada."
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O influenciador também criticou a forma como a prefeitura conduziu a consulta pública, realizada no final de dezembro de 2024, período em que poucos cidadãos poderiam participar:
"Quem faz consulta pública nessa época do ano? Ninguém sabia de nada. O projeto foi colocado para consulta justamente quando o povo não poderia se manifestar."
Ni do Badoque afirma que o plano da gestão municipal coloca interesses privados acima da população:
"A orla é um bem público. Não é lugar para lucro. É para a população, para o lazer, para os esportes, para toda a cidade. Entregar para empresas privadas é tirar o direito do povo."
Segundo ele, a iniciativa pode abrir espaço para eventos e publicidade sem controle:
"Vamos ter que ver quem vai controlar os quiosques, as áreas de esporte, os eventos na faixa de areia? Isso precisa ser do povo, e não apenas do lucro de alguém."
O influenciador reforçou ainda que a discussão sobre a orla deve ser ampla e transparente, envolvendo a população:
"Não podemos aceitar que decisões tão importantes para a cidade sejam tomadas às escondidas. O povo tem que ser ouvido."
Com suas declarações, Ni do Badoque se posiciona como crítico da privatização e defensor da transparência na gestão da orla do Recife, chamando atenção para os impactos sociais e econômicos da medida.
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