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Mãe é suspeita de matar a própria filha de três meses no Agreste de Pernambuco

A vítima, identificada como Ana Carolaine, foi socorrida para uma unidade de saúde, mas não resistiu aos ferimentos.

Fernanda Diniz

19 de abril de 2025 às 15:45   - Atualizado às 15:48

Carro do IML de Pernambuco.

Carro do IML de Pernambuco. Foto: Reprodução

Uma mulher foi presa na sexta-feira, 18 de abril, no município de Tupanatinga, no Agreste de Pernambuco, suspeita de matar sua filha de três meses. O nome e a idade da suspeita não foram divulgados.

O crime ocorreu no Povoado do Campo, na zona rural da cidade. A Polícia Militar foi acionada para atender a uma ocorrência envolvendo uma criança ferida na cabeça. A vítima, identificada como Ana Carolaine, foi socorrida para uma unidade de saúde, mas não resistiu aos ferimentos.

Segundo a polícia, a mãe da criança foi detida em sua residência e encaminhada à delegacia após receber atendimento médico. A Polícia Civil informou que ela foi autuada em flagrante e está à disposição da Justiça, aguardando audiência de custódia.

Mãe mata filha recém nascida 

Foi gravado em vídeo o depoimento de Eduarda de Oliveira, de 22 anos, que confessou ter matado a própria filha recém-nascida na cidade de Novo Lino, em Alagoas. As imagens, registradas na noite da última terça-feira, 15, mostra a jovem relatando à Polícia Civil que utilizou uma almofada para asfixiar a bebê, depois enrolou o corpo em sacos plásticos e o escondeu em um armário onde havia materiais de limpeza. (Veja vídeo do depoimento abaixo).

Antes de admitir o crime, Eduarda chegou a apresentar uma versão diferente, alegando que a filha teria morrido após se engasgar durante a amamentação. No entanto, durante o depoimento formal na Delegacia Regional de Novo Lino, que teve duração de aproximadamente 18 minutos e foi obtido pela TV Gazeta, ela detalhou como tudo aconteceu.

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"Ela ficou chorando um pouquinho. Levei ela para o sofá e sufoquei com a almofada da sala. Eu botei ela no sofá e peguei a almofada e botei [no rosto da filha]. No sofá da sala. Foi a almofada e o lençol", declarou.

A mãe da recém-nascida, identificada como Ana Beatriz, está presa preventivamente sob acusação de ocultação de cadáver. A Polícia Civil aguarda o laudo da necropsia. Caso fique confirmada a morte por asfixia, Eduarda poderá responder também pelo crime de infanticídio.

Durante o depoimento, ela revelou ainda que chegou a amamentar a filha momentos antes de cometer o homicídio. "Depois, eu peguei um saco grande que tinha comprando as coisas do enxoval e coloquei ela", relatou.

Em outro trecho do vídeo, Eduarda diz ter se arrependido da ação e narra como agiu após esconder o corpo da criança.

"Eu não consegui dormir, fiquei perambulando na casa, fui para a porta, voltei e fui no armário, achando que ela poderia estar viva, mas ela não estava. Eu deixei ela lá. Ela ficou lá desde quando coloquei, não mexi mais", disse em relato.

A investigada também afirmou que agiu sozinha e que o marido, que se encontrava em São Paulo a trabalho, só soube da morte da filha após ela revelar tudo ao advogado.

"Ele estava em São Paulo, ele não sabia de nada. Eu contei quando o advogado ficou dizendo pra que eu falasse a verdade".

Na audiência de custódia realizada na quarta-feira, 16, a Justiça manteve a prisão preventiva da acusada. A decisão judicial também determinou que ela seja submetida a tratamento psiquiátrico enquanto estiver encarcerada.

Eduarda chegou a apresentar cinco versões diferentes para explicar o desaparecimento da filha, que estava sumida desde a sexta-feira, 11. Inicialmente, ela afirmou à polícia que a menina teria sido sequestrada na BR-101, no Povoado de Euzébio, zona rural de Novo Lino, na divisa com Pernambuco.

O pai da bebê, que é motorista e estava fora do estado havia cerca de um mês, não conhecia a filha. Ele retornou para casa após ser informado do suposto sequestro e passou a acompanhar as buscas.

Contudo, os investigadores passaram a desconfiar da versão apresentada por Eduarda depois que relatos de três testemunhas contradisseram a hipótese de sequestro. Imagens de câmeras de segurança também colocaram em dúvida a narrativa inicial da mãe.

Vizinhos relataram que ouviram o choro da bebê pela última vez na quinta-feira, 10, um dia antes da data em que Eduarda alegava ter ocorrido o desaparecimento.

As buscas mobilizaram equipes da Polícia Civil e do Corpo de Bombeiros já na segunda-feira, 14. As diligências foram realizadas nas imediações da residência da família e chegaram a incluir a inspeção de latas de lixo, mas o corpo da criança não foi localizado até aquele momento. 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

 

 

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