Famílias apontam supostas irregularidades em unidade conveniada da Prefeitura do Recife; Seduc afirma que denúncias foram apuradas e não confirmadas.
Mãe denuncia crianças comendo no chão em creche parceira do Recife Foto: Divulgação/Camila Soares
Uma mãe denunciou supostas irregularidades na rotina de uma creche conveniada à Prefeitura do Recife, localizada no Centro de Progressão Nossa Senhora das Graças – Matriz, no bairro de Jardim São Paulo, na Zona Oeste da capital pernambucana. Entre os principais questionamentos apresentados por Camila Soares estão imagens compartilhadas por ela e que mostram crianças realizando refeições no chão e o próprio filho, o pequeno Enrico, dormindo em emborrachado de poucos centímetros.
Ao se referir sobre o registro, a mãe questionou a estrutura oferecida pela instituição e cobrou explicações sobre a existência de colchonetes que, segundo ela, haviam sido informados pela creche como disponíveis em todas as salas.
“Meu filho está ali no meio, dormindo no tatame. Mas cadê os colchonetes que vocês afirmaram que tinham em todas as salas?”, questionou Camila ao relatar a situação.
A unidade integra o Programa Infância na Creche, desenvolvido pela Prefeitura do Recife para ampliar o atendimento de crianças de 0 a 5 anos na Educação Infantil por meio de parcerias com instituições conveniadas.
Segundo a genitora que já tem realizado intensas cobranças em suas redes sociais, o episódio envolvendo o momento de descanso e refeição das crianças faz parte de uma série de situações que passaram a gerar preocupação sobre a rotina dos alunos dentro da creche.
Camila Soares, mãe de uma criança de três anos matriculada na instituição desde 2025, afirma que os problemas começaram a aparecer ao longo deste ano, quando passou a ser chamada com frequência pela equipe da unidade.
Segundo ela, o filho teria retornado para casa em algumas ocasiões com marcas de mordidas e, posteriormente, passou a ser apontado pela escola como uma criança com comportamento agressivo.
A mãe afirma que buscou esclarecimentos junto à equipe pedagógica, mas relata que não recebeu documentos ou registros que comprovassem as situações apresentadas pela instituição.
Além do episódio envolvendo o descanso das crianças, Camila afirma que recebeu outros relatos e materiais enviados por pessoas ligadas à unidade, incluindo informações sobre alimentação e acompanhamento dos alunos durante o período escolar.
Segundo ela, alguns relatos apontariam que crianças estariam chegando em casa com fome e que haveria dificuldades na rotina de atendimento.
“Se fosse apenas o relato de uma mãe, seria uma situação isolada. Mas são várias pessoas trazendo informações”, declarou.
Após divulgar o caso nas redes sociais, Camila informou que registrou denúncia no Conselho Tutelar, que encaminhou a situação ao Ministério Público de Pernambuco (MPPE).
A mãe afirma que busca esclarecimentos sobre as condições oferecidas pela unidade e quais providências serão adotadas para garantir o atendimento adequado às crianças matriculadas.
Ela também questionou a condução da situação envolvendo o filho e afirmou que procurou avaliação profissional após orientações recebidas na escola.
Em nota, a Secretaria de Educação do Recife informou que não recebeu manifestação formal antes da divulgação do caso nas redes sociais. A pasta afirmou, porém, que as denúncias apresentadas foram apuradas e não foram confirmadas.
A Secretaria declarou ainda que a unidade permanece sendo acompanhada por equipes técnicas responsáveis pelo monitoramento do atendimento prestado às crianças.
Segundo a gestão municipal, em 2024 foi instaurado um procedimento administrativo para investigar denúncias relacionadas à estrutura, alimentação, higiene, segurança e educação inclusiva da creche. A pasta informou que, após diligências, as situações apontadas foram regularizadas e que o Ministério Público de Pernambuco solicitou o arquivamento do procedimento.
A defesa da gestora da unidade, Jaciara Vieira Gomes de Melo, afirmou que todas as acusações são contestadas e informou que medidas judiciais foram adotadas.
O advogado Anatólio Pinheiro declarou que as informações divulgadas apresentam acusações graves contra a gestora e profissionais da instituição. Segundo ele, a unidade permanece à disposição dos órgãos competentes para prestar esclarecimentos.
O caso segue sendo acompanhado pelas autoridades responsáveis, enquanto a mãe aguarda novos encaminhamentos sobre as denúncias apresentadas.
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Desde o início da ação, em maio de 2025, já foram realizados 122.612 atendimentos em 173 municípios pernambucanos. O total inclui 26.139 consultas e 96.473 exames e biópsias.
O evento acontecerá de 15 de agosto, com concentração às 5h e largada às 6h, na Praça Duque de Caxias, conhecida como Praça do Quartel, em Casa Caiada.
O caso foi em 2025, mas a decisão de segunda instância foi publicada na última semana de julho. O tribunal manteve a condenação definida anteriormente pela Justiça do Trabalho.
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