Líder de motociclistas por app se pronuncia após confusão em protesto no Recife: "Errei, tá ligado?" Foto: Reprodução
O líder de motociclistas por aplicativo, Antero Ferreira, conhecido como “99”, se pronunciou publicamente após se envolver em uma confusão durante um protesto realizado na Avenida Agamenon Magalhães, no Recife. O episódio terminou com um motociclista ferido, apresentando um olho roxo.
No vídeo divulgado em seu perfil no Instagram, Antero pediu desculpas pela situação e admitiu que agiu de forma impulsiva. Segundo ele, o desentendimento aconteceu em um momento de tensão durante a mobilização da categoria.
No pronunciamento, o líder reconheceu a falha e afirmou que já entrou em contato com o motociclista envolvido. Ele também destacou que não pretende interferir no andamento da denúncia que o motoqueiro ferido fez.
“Foi coisa de cabeça quente. Eu errei e quero assumir isso. Inclusive, falei para ele que não quero que retire a queixa”, declarou.
Antero ainda pediu desculpas não apenas ao colega, mas a toda a categoria, ressaltando que se deixou levar pela intensidade do momento.
Ao final do vídeo, Antero Ferreira afirmou que pretende se afastar das mobilizações e protestos da categoria. Ele disse que a decisão não está relacionada à falta de apoio à causa, mas sim à necessidade de evitar novos episódios de conflito. Ele também reforçou que está disposto a reparar o erro e ajudar o motociclista envolvido no caso.
Motoqueiros que trabalham por aplicativos vão realizar um protesto na Avenida Agamenon Magalhães, uma das principais vias do Recife, na manhã da sexta-feira, 27 de março. A mobilização tem como foco a reivindicação por melhores condições de trabalho e deve impactar o trânsito nas primeiras horas do dia.
A categoria afirma que enfrenta dificuldades crescentes na rotina diária. Os trabalhadores apontam a remuneração como uma das principais queixas. Eles relatam que os valores pagos pelos aplicativos não acompanham os custos da atividade, como combustível, manutenção das motos e despesas pessoais.
Os motoqueiros também cobram maior valorização profissional. Eles afirmam que realizam um serviço essencial para a população, especialmente em entregas e deslocamentos rápidos, mas não percebem reconhecimento compatível com a importância da função.
Outro ponto que vai ser levantado no protesto envolve a insegurança. Os trabalhadores relatam que a violência urbana atinge diretamente quem passa o dia nas ruas. Eles citam ocorrências de furtos, roubos e até casos mais graves durante as jornadas de trabalho.
A escolha da Agamenon Magalhães para a manifestação ocorre por causa da relevância da via para a circulação na cidade. A avenida liga diferentes pontos do Recife e concentra grande fluxo de veículos no início do dia. A mobilização no local tende a deixar o trânsito mais lento e pode provocar retenções.
Os organizadores do ato informam que a manifestação ocorre no período da manhã, horário em que muitos trabalhadores e estudantes utilizam a via para se deslocar. Motoristas que costumam passar pela região devem buscar rotas alternativas para evitar atrasos.
Os motoqueiros utilizam o protesto como forma de chamar a atenção da sociedade e das empresas de aplicativo para a realidade enfrentada por quem trabalha diariamente nas ruas. Eles defendem que a discussão sobre condições de trabalho precisa avançar.
A manifestação também busca dar visibilidade às demandas do grupo. Os trabalhadores pretendem usar o ato para reforçar pedidos por remuneração mais justa e medidas que aumentem a segurança durante as entregas e corridas.
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