Passistas de Frevo Foto: Divulgação
O frevo pernambucano não é apenas uma dança frenética de Carnaval, nem uma música que embala foliões nas ladeiras de Olinda. Ele é uma expressão viva da cultura, da resistência e da criatividade popular que nasceu no Recife no final do século XIX e que, desde então, pulsa como um dos corações culturais do Brasil.
Misturando passos ágeis, acrobacias inspiradas na capoeira e uma sonoridade vibrante comandada por metais — como trombones, trompetes e saxofones —, o frevo pernambucano surgiu como um grito das ruas, um movimento espontâneo das camadas populares que encontraram na arte uma forma de expressão e liberdade.
A origem do frevo remonta ao período entre 1880 e 1900, quando bandas militares e civis desfilavam pelas ruas do Recife, tocando marchas aceleradas. Acompanhando essas bandas, estavam capoeiristas que se envolviam em disputas entre agremiações rivais. Para escapar da repressão policial, esses praticantes começaram a transformar seus movimentos de luta em passos de dança — dando início ao que se tornaria uma das manifestações mais autênticas da cultura brasileira.
O nome “frevo” vem da corruptela da palavra “ferver”, que no português popular virou “frever”. Daí nasceu o termo frevo, que carrega consigo a ideia de fervura, de explosão de energia, exatamente como são os seus passos e sua música.
Hoje, o frevo pernambucano é dividido em três vertentes: o frevo de rua (instrumental e acelerado), o frevo de bloco (com letras poéticas e influência do choro) e o frevo-canção (mais melódico, cantado por intérpretes consagrados). Todos esses estilos coexistem e ajudam a contar a história de um povo criativo, resiliente e apaixonado por sua cultura.
A dança do frevo, com seus saltos, giros e movimentos acrobáticos, é executada pelos famosos passistas, quase sempre com a icônica sombrinha colorida em mãos — elemento que virou símbolo visual do Carnaval pernambucano.
Em 2007, o frevo pernambucano foi reconhecido como Patrimônio Imaterial do Brasil pelo IPHAN. Cinco anos depois, em 2012, recebeu o título de Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade pela UNESCO, coroando sua importância histórica e artística.
Essa conquista não foi apenas um selo simbólico: foi o reconhecimento de uma tradição que nasceu das ruas, enfrentou preconceitos, sobreviveu a repressões e se reinventou como patrimônio vivo do Brasil e do mundo.
Mesmo fora do Carnaval, o frevo pernambucano continua pulsando o ano inteiro. Escolas de dança, projetos sociais e espaços culturais, como o Paço do Frevo, no Recife Antigo, mantêm viva a chama desse patrimônio, ensinando as novas gerações e promovendo apresentações regulares.
A manutenção do frevo como expressão artística é também uma forma de afirmar a identidade pernambucana, tão rica e multifacetada. Em um tempo de globalização acelerada, pre
Praça do Arsenal da Marinha, s/n, Bairro do Recife, Recife – PE, CEP 50030360
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Terça a sexta-feira: das 10h às 17h
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Ações de segurança viária serão intensificadas até o final da quarta-feira (18), para coibir comportamentos imprudentes e proporcionar mais segurança a quem vai viajar nessa época.
Quando o recurso do pagamento for próprio do município será até 30 dias úteis e quando da União ou Estado pode chegar até 60 dias úteis.
Os eventos acontecem desde o início da tarde e seguem até a madrugada, distribuídos por pontos estratégicos das duas cidades históricas de Pernambuco.
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