No dia 9 de julho, dois meses antes do episódio com o entregador, Bartolomeu Bueno oficializou sua renúncia ao cargo na Cobra Coral após desentendimento sobre a SAF.
Ex-desembargador Bartolomeu Bueno. Foto: Divulgação
O ex-desembargador Bartolomeu Bueno de Freitas Morais, aposentado do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) e que até julho ocupava a presidência do Conselho Fiscal do Santa Cruz Futebol Clube, voltou ao centro das atenções após um episódio de forte repercussão no Recife.
Na noite do dia 17 de setembro, no bairro da Madalena, Zona Oeste da capital, Bartolomeu se envolveu em uma discussão com o entregador de aplicativo Miqueias Santos de Moraes. O caso, que começou em frente a um bar na Rua Benfica, terminou com acusações de ameaça, exibição de arma de fogo, desacato à Polícia Militar e um boletim de ocorrência registrado na Delegacia do Cordeiro.
O entregador relatou que o ex-desembargador teria apontado um revólver calibre 38 contra ele e exigido que retirasse a moto do caminho.
O episódio repercutiu porque Bartolomeu não é uma figura qualquer. Além da longa trajetória no Judiciário, ele vinha ocupando um posto de destaque na vida política do Santa Cruz, um dos maiores clubes de Pernambuco. A passagem dele pelo Conselho Fiscal, porém, foi marcada por tensões.
No dia 9 de julho, dois meses antes do episódio com o entregador, Bartolomeu oficializou sua renúncia ao cargo no Santa Cruz. A decisão veio após pressões internas e externas relacionadas ao debate sobre a cessão do Estádio do Arruda à SAF Coral. Ele relatou ter recebido ameaças e disse que familiares e sócios pediram sua saída, temendo pela escalada de hostilidades.
“Não estou fora só do conselho fiscal, nem lá eu vou mais. Estou fora do Santa Cruz”, declarou na ocasião.
A renúncia, em meio à disputa política no clube, e o recente episódio nas ruas do Recife formam um retrato de como a trajetória de Bartolomeu Bueno tem sido cercada de controvérsias. Do Tribunal de Justiça ao Conselho Fiscal tricolor, sua figura permanece envolta em polêmicas, agora também registradas em boletim policial.
Segundo o registro, Bartolomeu discutiu com os agentes, mostrou sinais de embriaguez e exibiu a arma na cintura. Testemunhas também confirmaram momentos de tensão no local.
Na versão do magistrado aposentado, ele não ameaçou o motoboy. Disse que apenas pegou a arma no carro para ficar com ela na cintura, justificando preocupação com assaltos na região. Admitiu ter ingerido bebida alcoólica, mas garantiu ter apresentado a documentação da arma e sua carteira funcional aos policiais.
Segundo Miqueias, o desentendimento começou nas proximidades do Espetinho do Picuí, na Rua Benfica. Ele contou que aguardava uma entrega quando Bartolomeu Bueno chegou de carro, apontou um revólver calibre 38 na sua direção e ordenou que ele saísse do caminho. Sentindo-se ameaçado, o entregador procurou uma viatura da Polícia Militar para denunciar o caso.
Dois policiais foram deslocados até o local e, de acordo com o relato, o ex-desembargador teria se exaltado, ofendido os agentes e exibido a arma que carregava na cintura. Os PMs ainda afirmaram que Bartolomeu apresentava sinais de embriaguez.
O boletim de ocorrência registra que, diante do comportamento de Bartolomeu, os militares acionaram o Centro de Operações da Polícia Militar (Copom) para pedir reforços. Antes da chegada de mais viaturas, o ex-desembargador teria tentado deixar o local, mas foi contido pelos agentes.
Ainda conforme o relato do entregador, Bartolomeu colocou a arma no banco do carro. Nesse momento, Miqueias conseguiu retirar o revólver do veículo e entregou aos policiais.
Com a chegada de um oficial identificado como tenente Ximenes, o clima ganhou novos contornos. O oficial teria prestado continência ao ex-desembargador e até se oferecido para escoltá-lo até sua casa, proposta que foi recusada por Bartolomeu.
Em entrevista ao g1, Bartolomeu Bueno negou que tenha apontado a arma para o entregador. Ele disse que apenas retirou o revólver do carro para colocá-lo na cintura, alegando preocupação com a violência na região.
“Ali está tendo muito assalto. Eu estava com meu revólver, mas em nenhum momento apontei para ele. Só pedi que afastasse a moto para não bater”, afirmou.
O ex-desembargador também confirmou ter consumido bebida alcoólica antes da confusão e alegou ter apresentado o registro da arma e sua carteira funcional aos policiais. Ele disse ter sido vítima de violência policial e que as imagens de câmeras de segurança vão comprovar sua versão.
“Foi tudo ilegal, quem sofreu violência fui eu. O sargento me desacatou, eu sou uma autoridade superior a ele”, declarou.
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Vale destacar que a governadora Raquel Lyra confirmou que vai realizar um certame destinado a Segurança Pública neste ano.
Os eventos começam cedo e se estendem até a noite, com atividades gratuitas e pagas espalhadas pelos principais pontos das cidades.
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