João Campos discursando em reunião partidária do PSB. Foto: Divulgação
Nas eleições municipais de 2024, o Partido Socialista Brasileiro (PSB) sofreu uma queda na sua influência política em Pernambuco, perdendo 22 prefeituras em relação ao pleito anterior. Com isso, o partido, que governava 53 municípios após as eleições de 2020, agora passará a administrar apenas 31 cidades a partir de 2025.
Essa queda marca um momento delicado para o PSB, que historicamente mantinha uma posição de destaque no estado, mas que vem enfrentando desafios nos últimos anos.
Em 2016, o PSB já havia passado por uma queda significativa, quando sua base de prefeituras foi reduzida de 68 para 53, sinalizando o início de um processo de perda de hegemonia em Pernambuco.
Essa perda de força pode ser explicada, em parte, por um desgaste natural após anos de domínio político e pela busca dos eleitores por renovação. Muitos municípios que historicamente votavam no PSB agora optaram por candidatos de outras legendas, refletindo um desejo de mudança e de novas promessas para a gestão pública.
Apesar da sua queda no estado, o PSB manteve sua força na capital pernambucana. João Campos foi reeleito prefeito do Recife com uma expressiva votação de 78,11% dos votos válidos. O gestor municipal tem sido uma figura central no PSB estadual e até nacional.
Nos bastidores, é especulado que João Campos poderia deixar o cargo de prefeito antes do fim do mandato para se candidatar ao governo do estado nas eleições de 2026. Questionado sobre essa possibilidade, o prefeito não confirmou, mas também não descartou a hipótese.
No entanto, para que João Campos construa uma base sólida para uma possível candidatura ao governo estadual, será necessário ampliar sua influência além do Recife. Apesar de sua popularidade na capital, o partido sofreu perdas significativas no interior, o que enfraquece seu poder de articulação em nível estadual.
Nas eleições municipais de 2024, a governadora Raquel Lyra mostrou uma força significativa com o PSDB. A sigla foi de cinco prefeituras em 2020 para a marca total de 32 prefeituras a partir de 2025, e assim se torna o partido com maior predominância no estado.
O PP de Eduardo da Fonte, obteve um crescimento considerável, aumentando de 15 prefeituras para 24, assim como o Republicanos, que atingiu 22, antes 12 no ano de 2022. Ainda nessa avaliação, o PL amargou uma dura redução ao sair de nove para apenas duas prefeituras.
Outros partidos, como o PSD (19 prefeituras), União Brasil (10), Avante (8), Podemos (8) e PT (7) mantiveram representações, enquanto o PV ficou com 5. O PDT, Solidariedade, PRD e PCdoB garantiram uma prefeitura cada. O cenário mostra um fortalecimento do PSDB e destaca a nova configuração política em Pernambuco.
- PSDB: 32
- PSB: 31
- PP: 24
- REP: 22
- PSD: 19
- MDB: 12
- UNIÃO: 10
- AVANTE: 8
- PODE: 8
- PT: 7
- PV: 5
- PL: 2
- PDT: 1
- SD: 1
- PRD: 1
- PCdoB: 1
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