A avaliação é de pesquisadores que estudam esses animais na costa do estado, especialmente após os recentes incidentes em praias do Grande Recife.
04 de junho de 2026 às 11:03 - Atualizado às 11:58
Fenômeno El Niño e o tubarão Tigre. Foto: Reprodução/Divulgação
O possível fortalecimento do fenômeno El Niño nos próximos meses pode trazer reflexos não apenas para o clima, mas também para a vida marinha no litoral pernambucano.
A avaliação é de pesquisadores que estudam o comportamento de tubarões na costa do estado, especialmente após os recentes incidentes registrados em praias da Região Metropolitana do Recife.
O El Niño é caracterizado pelo aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico Equatorial e costuma provocar alterações climáticas em diferentes regiões do planeta.
No Nordeste brasileiro, os efeitos mais conhecidos incluem temperaturas mais elevadas, redução das chuvas e períodos mais prolongados de estiagem. Porém, as mudanças podem alcançar também os ecossistemas marinhos.
Segundo o coordenador do curso de Engenharia de Pesca da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), Paulo Oliveira, espécies como o tubarão-tigre podem apresentar alterações em seus padrões de deslocamento diante das mudanças ambientais.
“O tubarão-tigre é um animal que está sendo estudado por nós e por vários pesquisadores do mundo inteiro e, diferente do cabeça-chata, ele é uma espécie essencialmente migratória”, explicou.
De acordo com o pesquisador, estudos realizados em áreas como Fernando de Noronha mostram que alguns indivíduos têm permanecido por períodos cada vez maiores em determinadas regiões.
“Hoje, nós temos tubarões que estão há quase três anos sem sair do arquipélago”, revelou.
Os tubarões dependem diretamente da temperatura da água para regular diversas funções biológicas. Por isso, alterações térmicas podem influenciar deslocamentos, hábitos alimentares e até o tempo de permanência em determinadas áreas.
“Eles têm um limiar de qual temperatura é ideal para eles. Então, se a água esquenta ou esfria muito, eles podem ficar desconfortáveis”, afirmou.
A discussão ganhou força após dois ataques registrados em menos de 48 horas no litoral pernambucano. Na segunda-feira (1º), a estudante Marcela Vitória, de 19 anos, foi atacada por um tubarão-tigre em Boa Viagem, no Recife.
Um dia antes, o menino João Lucas Castor Nemézio Sales, de 11 anos, havia sido mordido por um tubarão-cabeça-chata na praia de Piedade, em Jaboatão dos Guararapes.
Para ampliar o conhecimento sobre a presença desses animais na costa pernambucana, pesquisadores da UFRPE estão preparando um projeto de monitoramento que prevê a captura, marcação e acompanhamento de tubarões por meio de transmissores eletrônicos.
A iniciativa deve contar com dezenas de dispositivos instalados nos animais e receptores distribuídos em áreas consideradas estratégicas para o estudo.
O objetivo não é criar um sistema de alerta instantâneo para banhistas, mas compreender melhor os hábitos dos tubarões na região e identificar padrões de comportamento ao longo do ano.
“A ideia é realmente responder a todas essas perguntas”, destacou Paulo Oliveira.
Ele explicou que os dados poderão ajudar a entender como fatores ambientais, incluindo a temperatura da água e os períodos de chuva, influenciam a presença dos animais próximos à costa.
Os pesquisadores também ressaltam que o monitoramento servirá para ampliar o conhecimento científico sobre as espécies encontradas no litoral pernambucano e contribuir para ações de prevenção e educação ambiental voltadas à população. Com informações da Folha de Pernamb
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A concentração terá início às 7h, em frente ao Quartel do Comando Geral, no bairro do Derby, área central do Recife, com saída prevista para as 8h.
A gestora estadual garantiu que os equipamentos serão adquiridos em breve e que está decidindo junto com o seu governo a melhor forma.
São diferentes atrações durante o mês de junho seja na área central da cidade, ou em centros de compras com opções pagas e gratuitas.
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