Com crédito mais restritivo, inadimplência em alta e inflação acima da média em produtos típicos da data, o consumo no período deve registrar leve recuo em relação a 2025, aponta levantamento da Fecomércio-PE
Comercio no dia das mães Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
O varejo pernambucano deve movimentar cerca de R$ 10,9 bilhões no mês do Dia das Mães de 2026, com leve retração de 1,25% em relação ao mesmo período do ano passado. O resultado indica um cenário de relativa estabilidade, marcado por um consumo mais cauteloso e fortemente influenciado pelas condições de crédito. A projeção é da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Pernambuco (Fecomércio-PE), por meio do Hub de Dados do Comércio.
A análise técnica demonstra que o avanço da inadimplência atua como um elemento de restrição direta ao consumo. No Brasil, 5,24% do crédito concedido às pessoas físicas encontra-se em situação de inadimplência em 2026, marca superior aos 4,24% observados em maio do ano anterior. Como reflexo dessa restrição, as concessões de crédito recuaram 3,7% no comparativo anual até fevereiro.
Somado ao cenário de crédito mais restritivo, a inflação de itens tradicionais para a data pressiona a renda disponível. Presentes como joias e bijuterias registraram alta de 21,1% no acumulado de 12 meses e os serviços de alimentação fora do domicílio subiram 6,5%. Tais variações superaram a inflação geral do período, calculada em 4,12%. Em contrapartida, o vestuário feminino obteve um crescimento de preços inferior ao índice geral, com variação de 3%.
Para o economista da Fecomércio PE, Rafael Lima, a conjuntura impõe uma mudança por parte dos consumidores. "Com o avanço inflacionário em itens típicos e o aumento do endividamento, as famílias ajustam o padrão de consumo, priorizando despesas essenciais e postergando aquisições de caráter não essencial. Na prática, as famílias não deixam de realizar as compras, mas passam a optar por bens substitutos de menor valor, reduzindo o gasto médio associado à data ", detalha o economista.
A análise da Fecomércio PE mapeou as disparidades de consumo no cotejo entre a capital e o interior. A Região Metropolitana do Recife (RMR), detentora do maior volume financeiro estadual, apresentou estimativa de R$ 6,7 bilhões para o período, o que marca um recuo de 6,8% frente a 2025. O comportamento na capital decorre da maior dependência do crédito para viabilizar as compras.
No interior, a dinâmica apresenta mais detalhes. O Agreste Central tem projeção de R$ 496,8 milhões, uma retração menor, de 1,5%, impactada pela pressão dos preços sobre o orçamento. Em sentido oposto, o Sertão do São Francisco projeta um avanço de 4,8%, alcançando R$ 276 milhões em movimentação financeira. O fôlego no Sertão possui relação direta com os resultados positivos do emprego formal, que geram renda e impulsionam o consumo local.
O presidente da Fecomércio-PE, Bernardo Peixoto, destaca que os dados são fundamentais para o planejamento dos empresários. "A nossa análise possibilita a formulação de estratégias regionalizadas de vendas para o mês que contém a principal data comemorativa do primeiro semestre. O varejo pernambucano é dinâmico. Enquanto notamos o impacto do cenário de crédito na Região Metropolitana, vemos o Sertão do São Francisco registrar tendência de crescimento mais acentuada. O empreendedor que compreender a realidade financeira da sua região e adaptar seu portfólio para atender a essa demanda por bens de menor valor agregado sairá fortalecido nesta data", conclui o presidente.
O estudo utilizou uma abordagem quantitativa preditiva baseada na análise de séries temporais, com o objetivo de estimar a Movimentação Financeira Real do comércio para o Estado de Pernambuco e as suas respetivas regiões de desenvolvimento durante o mês de maio de 2026, período que reflete a sazonalidade do Dia das Mães.
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