O foco das investigações é um possível esquema de favorecimento indevido, que teria beneficiado candidatos no andamento de etapas de um concurso público organizado pela Prefeitura do Recife.
Comissão da Alepe convoca procurador para explicar possível ligação de João Campos com "fura-fila" Foto: Divulgação
A Assembleia Legislativa de Pernambuco (ALEPE) decidiu convocar o procurador-geral do município, Pedro Pontes, para prestar esclarecimentos sobre suspeitas de irregularidades em um concurso público ligado à gestão do prefeito João Campos. A medida foi aprovada pela Comissão de Justiça da Casa e amplia a pressão política sobre a administração municipal.
O foco das investigações é um possível esquema de favorecimento indevido, conhecido como “fura-fila”, que teria beneficiado candidatos no andamento de etapas de um concurso público organizado pela Prefeitura do Recife.
Parlamentares da oposição defendem que o caso precisa ser apurado com rigor, diante da gravidade das denúncias e do impacto sobre a credibilidade dos processos públicos.
A oitiva de Pedro Pontes deve incluir a apresentação de documentos e esclarecimentos técnicos sobre os procedimentos adotados pela Prefeitura do Recife. Deputados afirmam que a participação do procurador é fundamental para explicar se houve quebra de critérios legais e de transparência.
O concurso para a Procuradoria do Município do Recife ocorreu em 2022 e seguiu todas as etapas previstas em edital, desde as provas até a homologação do resultado final no ano seguinte.
Ao fim do processo, Marko Venicio Batista figurou como o único candidato classificado na lista PcD, o que lhe garantiu, segundo as regras do certame, o direito à nomeação quando surgisse a vaga destinada a essa modalidade.
No entanto, o cenário mudou quando um candidato que havia concorrido originalmente pela ampla concorrência, ocupando a 63ª posição na classificação geral, passou por uma reclassificação administrativa e teve seu nome incluído na lista PcD.
Essa mudança ocorreu dois anos e meio após a homologação do concurso, o que provocou reação imediata de candidatos, entidades de classe e parlamentares de oposição no Recife.
Logo após a reclassificação, a Prefeitura do Recife publicou, em edição extraordinária do Diário Oficial e em horário noturno, a nomeação do candidato reclassificado.
O ato ampliou o debate público sobre legalidade, isonomia e transparência em concursos públicos, especialmente em relação ao respeito às regras estabelecidas no edital e à ordem de classificação previamente definida.
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