Processo de armamento da GCMR Foto: Divulgação / PCR
O Recife deu o primeiro passo oficial para retirar a marca de ser a única capital do Nordeste que ainda mantinha sua Guarda Municipal totalmente desarmada. Nesta segunda-feira (19), a primeira turma da corporação iniciou o curso de capacitação para o uso de armas de fogo, sob a supervisão direta da Polícia Federal (PF). A medida alinha a capital pernambucana a outras cidades do estado que já utilizam armamento, como Olinda, Petrolina e Ipojuca.
O treinamento inicial é restrito a um grupo de 30 agentes, que passarão por 100 horas-aula envolvendo disciplinas teóricas e práticas, incluindo manuseio de pistolas semiautomáticas e tiro em estande. A aprovação final de cada guarda dependerá de um laudo técnico que será submetido à Polícia Federal para a concessão do porte funcional.
Diferente de uma transição imediata para todo o efetivo, a Prefeitura do Recife optou por um processo escalonado. O planejamento prevê que 250 guardas, de um total de mais de 1.600, estejam capacitados até o final de 2026. Ou seja, neste primeiro momento, a grande maioria da corporação continuará atuando sem armamento letal nas ruas.
As regras para os agentes autorizados são rígidas e focadas no controle institucional:
A decisão de armar a guarda acompanha uma tendência nacional de ampliação das competências municipais na segurança pública, integrando o município ao Sistema Único de Segurança Pública (SUSP). Segundo o secretário de Ordem Pública e Segurança, Alexandre Rebêlo, o objetivo é fortalecer a prevenção da violência com foco na polícia comunitária.
Apesar do início do treinamento, a implementação prática nas ruas só deve ocorrer a partir de março, após a conclusão desta primeira etapa de formação e a devida autorização legal dos órgãos fiscalizadores.
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A ação foi recebida com entusiasmo pelas participantes, que viram no passeio uma oportunidade única de integração e renovação espiritual.
Podem participar artesãos, microempreendedores, associações, cooperativas, grupos produtivos, agricultores familiares e outros.
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