Presidente do sindicato dos Guardas Municipais de Recide e João Campos Foto Arte/Portal de Prefeitura
O anúncio do novo concurso para 400 vagas da Guarda Municipal do Recife foi recebido com alegria, mas também com grande preocupação pela categoria. O presidente do Sindguardas, ao comentar a iniciativa, destacou que o certame, apesar de necessário, não resolve os problemas históricos de desvalorização e precariedade enfrentados pelos profissionais.
“Recebemos hoje com alegria um anúncio de 400 vagas na nossa Guarda Municipal do Recife. E o prefeito falou disso como valorização. Eu acredito que ele está muito mal assessorado no universo da Guarda Municipal do Recife. Isso passa longe de valorização. Isso na verdade é um reflexo da desvalorização que nós temos na nossa categoria”, afirmou.
Segundo o sindicalista, a realidade da Guarda Municipal do Recife é crítica e alarmante. “Isso é uma recomposição do quadro devido até à demanda de servidores que vivemos nos últimos anos. Nós temos uma previsão legal de 2.500 servidores e com todo o quadro hoje nós temos na nossa de 1.600. E essa demanda de mais de 900 guardas que vivemos nos últimos anos se dá justamente pela desvalorização que temos dentro da nossa categoria”, destacou.
O presidente enfatizou que salários baixos e condições de trabalho precárias fazem com que a instituição perca profissionais qualificados para outros concursos. “Nós temos o pior salário entre as capitais do Brasil e um dos piores salários da Região Metropolitana. A Prefeitura tem uma arrecadação gigantesca, mas nós continuamos mal remunerados. Eu espero de coração que dentro dessa negociação salarial ele nos dê um plano de cargos e carreiras justos e com a valorização salarial que a Guarda merece. E não do jeito que vem acontecendo nos outros anos”, declarou.
O sindicato alerta que, sem mudanças estruturais, o concurso não resolverá o déficit de efetivo. “Recebemos com alegria a notícia do novo concurso para Guarda Municipal do Recife. Mas, ao mesmo tempo, isso nos traz uma enorme preocupação. Preocupação porque, ao contrário do que o prefeito diz, isso demonstra a tremenda desvalorização que existe na nossa instituição”, afirmou.
A categoria critica que o certame não irá impedir a saída de bons profissionais para concursos com melhores salários e condições. “Essa realidade faz com que percamos cada dia mais bons profissionais para outros concursos. E com esse não será diferente! Sem salário digno e sem estrutura adequada, esse certame é só gasto de dinheiro público. Logo, esses 400 sairão, como tantos outros que buscaram concursos melhores, e o rombo no efetivo vai continuar. Se liga, João! Não adianta fazer concurso se não há valorização!”, finalizou o presidente do Sindguardas.
A Prefeitura do Recife anunciou, nesta segunda-feira, 9 de fevereiro, a realização de concurso público para a Guarda Civil Municipal do Recife (GCMR). Ao todo, serão abertas 400 vagas para o cargo de guarda civil municipal, com edital previsto para ser lançado no início do segundo semestre de 2026. As provas deverão ser aplicadas até o fim do ano.
A organização do concurso ficará sob responsabilidade da Secretaria de Administração (SAD), com participação da Secretaria de Ordem Pública e Segurança (SEOPS), à qual a Guarda Municipal é vinculada. Atualmente, a corporação conta com 1.632 agentes na ativa. A iniciativa integra o processo de reestruturação da segurança pública municipal e atende à necessidade de ampliação do efetivo, que passará a atuar com armamento letal a partir de 2026.
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O ato determina a apresentação de documentos, a realização de avaliação médica e a posse, conforme o cronograma divulgado.
A gestão estadual ainda prevê adicional de insalubridade ou periculosidade, conforme as atividades exercidas.
Com a publicação, os candidatos aprovados passam a se preparar para as avaliações complementares, que incluem teste físico, avaliação psicológica, exames médicos e investigação social.
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