O prefeito João Campos ainda não atendeu as reivindicações da categoria. Foto: Montagem/Portal/Reprodução
No que depender do Sindicato Municipal dos Profissionais de Ensino da Rede Oficial do Recife (Simpere), o prefeito João Campos não terá sossego tão cedo - a não ser que atenda a categoria e pague o reajuste de 6,27% referente ao piso salarial de 2025, somados a 12,78% de perdas dos anos anteriores.
O valor corresponde a correções não repassadas pelo prefeito, atingindo diretamente a remuneração dos professores.
Na tentativa de pressionar João Campos, o Simpere está com uma campanha na rua e nas redes sociais . De acordo com o sindicato, se o socialista não atender a categoria, a "educação vai parar" no município.
"Chega de desvalorização da carreira das professoras e professores. Se não valorizar, a educação vai parar. É lei, é direito e dever do prefeito pagar o que deve", reforça o Simpere.
Na próxima quarta-feira, 23 de abril, os professores da rede municipal do Recife prometem realizar uma paralisação para reivindicar melhores condições de trabalho. Segundo publicação feita no perfil oficial do Simpere, o ato acontecerá em frente a Câmara Municipal, a partir das 9h.
A mobilização faz parte de um movimento nacional coordenado pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), com o objetivo de defender a escola pública e cobrar a valorização das professoras e professores em todo o país. No Recife, além das pautas gerais da categoria, os profissionais de ensino também denunciam problemas específicos relacionados à gestão municipal.
Entre as principais críticas a atual gestão, estão o descumprimento da Lei do Piso Nacional do Magistério, a demora na realização de mesas de negociação, propostas consideradas insatisfatórias por parte do governo, além da destinação de apenas 1,5% do orçamento municipal para a educação.
O sindicato também aponta que houve um reajuste de apenas R$ 1 no tíquete alimentação e afirma que o Recife possui um dos piores salários "em linha reta do país" para a categoria.
De acordo com o Simpere, o ato unificado contará com a participação de outras categorias do serviço público municipal, em protesto contra o que consideram como desvalorização profissional e arrocho salarial.
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