A prisão do líder religioso foi durante a 14ª fase da Operação Lesa Pátria, que identificou pessoas que incitaram e participaram dos atos golpistas.
22 de fevereiro de 2025 às 13:41 - Atualizado às 14:22
Moraes e pastor Foto: Arte/Portal de Prefeitura
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), soltou o pastor Dirlei Paiz (PL), que havia sido preso durante a Operação Lesa Pátria, nesta semana.
A princípio, Dirlei estava sob investigação por nove crimes relacionados aos atos de 8 de janeiro de 2023. Na ocasião, apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) invadiram e depredaram as sedes dos Três Poderes em Brasília. A direita critica bastante Moraes por suas decisões.
O pastor foi detido pela primeira vez em agosto de 2023. A prisão foi durante a 14ª fase da Operação Lesa Pátria, que identificou pessoas que incitaram e participaram dos atos golpistas.
Ele obteve um habeas corpus e passou a responder ao processo em liberdade. Em setembro de 2024, a Justiça prendeu novamente o pastor. O pastor descumpriu as medidas cautelares que haviam sido impostas, resultando na decisão.
Portanto, o pastor permaneceu cinco meses encarcerado no Presídio Regional de Blumenau, até a recente decisão de Moraes, que afirmou não haver razões para manter a prisão preventiva.
O advogado Jairo Santos, responsável pela defesa de Dirlei Paiz, celebrou a decisão do STF.
“Lá atrás, eu disse ao pastor que só pararia quando o processo fosse concluído com um resultado excepcional. E aqui estamos, com a missão cumprida”, declarou Santos.
O advogado destacou que seu cliente não possui condenações e teve todos os direitos civis, administrativos e eleitorais preservados, podendo inclusive disputar cargos públicos no futuro.
“Ele não responde a nenhum processo neste momento e está livre, com todos os direitos garantidos”, acrescentou.
Além de atuar como líder religioso, Paiz ocupava um cargo comissionado na Câmara de Vereadores de Blumenau, no gabinete do vereador Almir Vieira (PP).
Entretanto, nas redes sociais, ele frequentemente aparecia participando de manifestações após as eleições de 2022, incluindo atos em frente ao 23º Batalhão de Infantaria, no bairro Garcia.
De acordo com suas postagens, o pastor também expressava apoio a Jair Bolsonaro e críticas ao governo atual.
Com isso, apesar de se apresentar como pastor da Assembleia de Deus Missões, o pastor teve seu vínculo negado. Além disso, ele tentou se eleger vereador por Blumenau em 2020 pelo Patriota, mas recebeu apenas 522 votos e não conseguiu a eleição.
Entretanto, no ano de 2024, ele voltou a se candidatar e teria usado sua prisão para impulsionar a campanha.
Sendo assim, com a decisão do STF, Dirlei Paiz agora está em liberdade e livre para atuar politicamente e religiosamente. Até o momento, ele não se manifestou publicamente sobre a soltura.
Com informações do Fuxico Gospel
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