A operação instaurada na quinta-feira, 28 de novembro, revela ainda que, existe a possibilidade de "ocultação" de agentes da própria corporação.
30 de novembro de 2024 às 08:11 - Atualizado às 09:04
Polícia Civil de Pernambuco. Reprodução/Instagram
Há indícios de que policiais civis do estado de Pernambuco, estejam envolvidos na quadrilha “Os Gêmeos de Santo Amaro”, liderada por Bruno Teixeira de Oliveira e Thiago Teixeira de Oliveira, conforme investigações da Operação Blindados, instaurada na quinta-feira, 28 de novembro.
A Justiça de Pernambuco afirmou a participação de policiais militares no grupo criminoso, mas, segundo a Justiça, ainda existe a possibilidade de que a Polícia Civil esteja “ocultando” agentes da própria corporação.
No processo, a juíza Andréa Calado da Cruz afirma que há “indícios sérios de que a Polícia Civil possa estar deliberadamente ocultando agentes pertencentes a suas próprias fileira,s enquanto expõe de maneira ostensiva os agentes pertencentes à Polícia Militar”.
Ainda segundo a juíza do caso, “tal conduta, caso confirmada, configura uma afronta direta aos princípios da legalidade e imparcialidade, que devem reger as ações das forças da segurança pública”.
No documento, a magistrada destaca que “a ocultação ou até mesmo a manipulação das operações de forma que favoreça uma instituição em detrimento de outra não será tolerada sob hipótese alguma. Tal comportamento fere a confiança pública nas instituições e compromete a credibilidade das ações das autoridades judiciais e policiais”.
Na última quarta-feira, 27 de novembro, a Polícia Civil de Pernambuco realizou a 63ª Operação de Repressão Qualificada de 2024, denominada "Metro Quadrado" nas cidades de Itamaracá e Igarassu.
Coordenada pela Diretoria Integrada Especializada (DIRESP) e presidida pelo delegado Rodolfo Bacelar, a ação visa desmantelar uma associação criminosa envolvida em crimes como peculato, fraude em licitações, crime de responsabilidade e lavagem de dinheiro. De acordo com a PCPE, os agente apreenderam R$ 500 mil.
As investigações começaram em janeiro de 2023 e apontam para um esquema que teria desviado recursos públicos através de práticas ilícitas em contratos e processos licitatórios. Para avançar na apuração, foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão domiciliar, além do bloqueio judicial de ativos financeiros. Os mandados foram expedidos pelo Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE).
A operação contou com a participação de 50 policiais civis, incluindo delegados, agentes e escrivães. Além disso, recebeu o suporte estratégico da Diretoria de Inteligência da Polícia Civil (DINTEL) e do Laboratório de Tecnologia contra Lavagem de Dinheiro (LAB/LD), que utilizaram recursos tecnológicos avançados para rastrear movimentações financeiras suspeitas. O Corpo de Bombeiros Militar de Pernambuco também prestou apoio operacional à ação.
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O alerta foi divulgado na ultima quinta-feira (12) pela agência estatal KCNA.
Ela sustentou que sofreu abalo moral, psicológico e dano à integridade física em razão do atendimento médico.
No campo eleitoral, esse grupo tem peso estratégico relevante, especialmente em disputas nacionais.
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