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Policiais civis são presos por cobrarem cerca de R$ 800 mil em propina a traficantes de drogas

A Justiça também decretou a prisão preventiva de mais quatro pessoas envolvidas no esquema criminoso.

Isabella Lopes

03 de setembro de 2024 às 14:24   - Atualizado às 15:16

Foto: Divulgação/PF

A Força Tarefa de Combate ao Crime Organizado – FICCO/SP, em ação conjunta com o GAECO/SP e com o apoio da Corregedoria da Polícia Civil do Estado de São Paulo, realiza na manhã desta terça-feira, 3 de setembro, a Operação Face Off, com o objetivo de reprimir crimes de corrupção ativa e passiva e de lavagem de dinheiro praticados por narcotraficantes internacionais e policiais civis de São Paulo.

Na operação, estão sendo cumpridos 10 mandados de busca e apreensão e quatro mandados de prisão preventiva nas cidades de São Paulo/SP e Arujá/SP.

Além dos mandados de busca e de prisão, foram decretadas ordens judiciais de sequestro de bens imóveis e veículos, assim como o bloqueio de valores em contas bancárias das pessoas físicas e jurídicas investigadas pelas práticas criminosas supracitadas.

Nas investigações foi apurado que dois narcotraficantes, vinculados a uma organização criminosa responsável pelo envio de diversas cargas de cocaína ao exterior, principalmente à Europa, pagaram vantagem indevida (propina) a investigadores da Polícia Civil de São Paulo, no valor de R$ 800 mil, em novembro de 2020, seguindo-se outros pagamentos mensais, de valores ainda não determinados, ao menos até o primeiro semestre de 2021.

O pagamento da propina, que foi intermediada por advogados dos narcotraficantes, resultou à época na interrupção (arquivamento) de uma investigação que estava em curso no Departamento Estadual de Prevenção e Repressão ao Narcotráfico – DENARC, que apurava a atuação da organização criminosa no tráfico internacional de drogas.

No inquérito policial também é apurado o crime de lavagem de dinheiro cometido pelos narcotraficantes e pelos policiais civis investigados e pessoas a eles associadas (“testas de ferro” ou “laranjas”), tendo sido coletados elementos probatórios que comprovam a ocultação/ dissimulação de bens e valores de origem ilícita, bem como a prática de outros crimes antecedentes, além dos delitos de corrupção ativa e passiva, a exemplo do tráfico ilícito de drogas e de crime contra a economia popular (usura pecuniária).   

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O Juízo determinou o sequestro/ bloqueio de valores em contas bancárias até o limite de R$ 15 milhões. Foi deferido ainda o sequestro de veículos pertencentes aos investigados com valor aproximado de R$ 2,1 milhões (tabela FIPE), e de imóveis cujo valor de mercado está estimado em cerca de R$ 8 milhões.

A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado em São Paulo - FICCO/SP é composta atualmente pela Polícia Federal (PF), Polícia Rodoviária Federal (PRF), Secretaria de Segurança Pública do estado de São Paulo SSP/SP, Secretaria de Administração Penitenciária do Estado de São Paulo - SAP/SP e Secretaria Nacional de Políticas Penais (SENAPPEN).

O nome da Operação Policial, “Face Off”, remete a um filme norte americano, do ano de 1997, em que policial e criminoso "trocam de rosto".

Da redação do Portal de Prefeitura com informações da Polícia Federal 

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