Pernambuco, 13 de Fevereiro de 2026

Inicio elemento rádio
Icone Rádio Portal

Ouça a Rádio Portal

Final elemento rádio

PCC e CV: gestão Lula nega pedido de governo Trump e não classificará facções como terroristas

A proposta foi discutida em uma reunião realizada na terça-feira, 6 de maio, em Brasília, entre autoridades brasileiras e uma comitiva dos EUA.

Gabriel Alves

07 de maio de 2025 às 11:14   - Atualizado às 12:15

Lula e Lewandowski; paredes pichadas com iniciais das facções PCC e CV.

Lula e Lewandowski; paredes pichadas com iniciais das facções PCC e CV. Fotos: TSE e Reprodução. Arte: Portal de Prefeitura

O governo Lula rejeitou uma sugestão feita por representantes do presidente Donald Trump para classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas. A proposta foi discutida durante uma reunião realizada na terça-feira, 6 de maio, em Brasília, entre autoridades brasileiras e uma comitiva dos Estados Unidos.

O encontro contou com a presença de David Gamble, chefe interino da coordenação de sanções do Departamento de Estado americano. Representantes dos ministérios das Relações Exteriores, da Justiça e Segurança Pública, além da Polícia Federal, participaram da reunião pelo lado brasileiro.

Durante a conversa, os representantes americanos argumentaram que, ao classificar as facções como terroristas, o Brasil permitiria a aplicação de sanções mais rigorosas, conforme previsto na legislação penal dos Estados Unidos. Eles também destacaram que o FBI identificou a presença de membros do PCC e do CV em 12 estados americanos, incluindo Nova Iorque, Flórida, Nova Jersey, Massachusetts, Connecticut e Tennessee.

Segundo a comitiva americana, as facções utilizam o território dos EUA para lavar dinheiro, com o auxílio de brasileiros que viajam ao país. O grupo afirmou ainda que 113 brasileiros tiveram o visto negado pela Embaixada americana por suspeita de envolvimento com essas organizações.

No entanto, o governo brasileiro rebateu a proposta e explicou que, segundo a legislação nacional, facções criminosas não se enquadram na definição de terrorismo. Isso porque suas ações não têm motivação ideológica ou política, mas visam apenas ao lucro com atividades ilícitas.

Veja Também

A equipe brasileira também destacou os esforços que o país tem feito para combater o crime organizado. Entre as ações citadas estão o fortalecimento dos presídios federais, que mantêm líderes dessas facções isolados, e operações conjuntas entre as polícias e os Ministérios Públicos, especialmente por meio dos Grupos de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco).

Além de Gamble, participaram da reunião o adido judicial Michael Dreher, os assessores sênior Ricardo Pita e John Johnson, a conselheira política Holly Kirking Loomis, o adido policial Shawn Sherlock e John Jacobs, da Embaixada dos EUA. O Ministério das Relações Exteriores informou que o encontro aconteceu a pedido da comitiva americana.

No dia anterior, segunda-feira (5), o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) recebeu Ricardo Pita em seu gabinete no Senado. O parlamentar afirmou que solicitou o encontro para discutir ações contra o crime organizado e reforçar a cooperação na área de segurança pública.

Mais Conteúdos

Mais Conteúdos

Mais Lidas

Icone Localização

Recife

13:28, 13 Fev

Imagem Clima

26

°c

Fonte: OpenWeather

Notícias Relacionadas

Agora É Rubem e João Campos.
Pergunta

"Vai ter puxadinho no concurso da Guarda?", questiona vereador do PSB que deixou base de João Campos

O parlamentar relembrou a polêmica envolvendo o certame para procurador, conhecida como caso do "fura-fila".

Ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal.
Situação

Ministro Toffoli soma 25 pedidos de impeachment no Senado; três são ligados ao caso do Banco Master

O levantamento considera solicitações já registradas no sistema da Casa e não inclui o pedido anunciado recentemente pelo Partido Novo.

Senador Flávio Bolsonaro.
Posição

Flávio Bolsonaro afirma que, se eleito, manterá Bolsa Família "enquanto as pessoas precisarem"

Por que, em vez de você ficar vendendo, se aproveitando da miséria das pessoas, você não usa para qualificar essas pessoas?", questionou o senador.

mais notícias

+

Newsletter