O presidente e a primeira-dama Janja foram recebidos por alunos, professores, autoridades e um coral de estudantes e funcionários que cantaram Pau de Arara, de Luiz Gonzaga, em português.
Presidente Lula recebendo o título de doutor honoris causa. Foto: Ricardo Stuckert/Divulgação
Nesta sexta-feira, 6 de junho, o presidente Lula (PT) recebeu o título de doutor honoris causa da Universidade de Paris 8, uma instituição pública em Saint Denis, município da região metropolitana da capital francesa.
Ele e a primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, foram recebidos por alunos, professores, autoridades e um coral de estudantes e funcionários que cantaram Pau de Arara, de Luiz Gonzaga, em português. A Universidade 8 é conhecida por receber minorias, estrangeiros e tem, no corpo discente, pós-graduandos indígenas do Brasil.
Regulação
Lula apresentou o momento para falar que a ausência de uma regulação das redes digitais somente interessa às grandes corporações. O petista disse que também é necessário criar uma governança sobre o uso da Inteligência Artificial (IA). Ele contou que a Cúpula dos Brics, que vai ser realizada em junho, no Brasil, vai adotar uma declaração conjunta sobre IA.
"As oportunidades que se abrem com a inteligência artificial são ilimitadas, mas os riscos não são menores", afirmou o presidente brasileiro, logo após receber o título de doutor honoris causa da universidade pública em Saint Denis.
Em seu discurso, Lula defendeu a educação como forma de transformação social e afirmou que as pessoas mais pobres devem ter o direito de escolher qual carreira e curso querem fazer.
"Muitos escolhem o que querem fazer. Mas muitos outros não têm o direito de escolher o que vão estudar porque 'nasceram para ser pobres'. Não é normal a gente aceitar a ideia de que há pessoas que nasceram para ser pobres", disse o presidente.
"No meu país, a filha de uma empregada doméstica pode disputar um banco da universidade com a filha da patroa da sua mãe. Somente o Estado pode garantir oportunidade para todo mundo", disse o mandatário, mencionando os programas ProUni e Fies.
O Brasil é um país que poderia ser muito mais desenvolvido se, no passado, a elite política tivesse feito o necessário para isso, afirmou.
"Tento imaginar que tipo de elite tinha o Brasil que não levava em conta a necessidade de educar seu povo para tornar o País competitivo em termos de indústria e comércio", disse Lula.
O presidente declarou que planeja criar uma universidade para os indígenas e outra voltada para esportes, a exemplo da Universidade de Integração Latino-Americana (Unila), atualmente criticada por parlamentares da oposição por ter desempenho abaixo da média nacional.
Em seu discurso, Lula afirmou também que é preciso investir mais em educação em período integral, ampliar o currículo escolar, abrangendo temas como crise climática.
"É preciso colocar mais ensinamento da vida real para que todos aprendam a cuidar do meio ambiente", disse, acrescentando que o governo tem a meta de, até 2030, ter 80% das crianças do ensino fundamental já alfabetizadas no segundo ano.
"A educação é a ferramenta mais poderosa para solucionar os males sociais", pontuou.
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