Primeira-dama Janja. Foto: Reprodução/redes sociais
A equipe que acompanha a primeira-dama Janja da Silva já gastou mais de R$ 1,2 milhão em viagens desde o início do terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Os custos incluem despesas com transporte e diárias, apesar de Janja não ocupar um cargo oficial no governo.
Mesmo sem função formal, a esposa do presidente conta com um grupo de pelo menos 12 assessores e viaja com aparato de segurança fornecido pelo Estado, composto por policiais e delegados federais.
Em julho de 2024, Janja representou o Brasil na cerimônia de abertura das Olimpíadas de Paris, contrariando a prática adotada por Lula em seus dois primeiros mandatos, quando a primeira-dama não assumia compromissos oficiais.
Diante da atuação de Janja, a Advocacia-Geral da União (AGU) está preparando um parecer para definir os limites do papel dos cônjuges de presidentes da República.
Metade dos eleitores que conhecem o nome da primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, desaprovam sua atuação no governo Lula. A informação é de pesquisa realizada pelo PoderData divulgada na última sexta-feira, 21 de março.
De acordo com o levantamento, dos 83% de eleitores entrevistados que disseram conhecer Janja "bem" ou "conhecer de ouvir falar", 50% desaprovam sua participação no governo do marido, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
A participação dela é aprovada por 29%, enquanto 21% não souberam responder. A pesquisa foi realizada com 2.500.
Quando a avaliação é analisada de forma estratificada pelos recortes demográficos de sexo, idade, região, escolaridade, renda e religião, quem mais rejeita a primeira-dama são: eleitores da região Norte (57%), pessoas com mais de 60 anos (53%) e quem tem renda de dois a cinco salários mínimos (53%).
Em comparação com estudo de antes do início do mandato, a imagem dela está mais disseminada no imaginário do brasileiro. Em setembro de 2022, 28% dos entrevistados disseram ao PoderData conhecer "bem" Janja, enquanto 35% conheciam "de ouvir falar" e 37% não conheciam.
Agora, os 83% que a conhecem se dividem entre 46% que dizem conhecê-la "de ouvir falar" e 37% que afirmam conhecê-la "bem". Só 17% declaram não conhecer a primeira-dama.
A pesquisa ouviu 2.500 eleitores por ligação telefônica, entre 15 e 17 de março. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%.
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