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Brasil registra o menor desemprego da história em 14 estados em 2024, diz IBGE

A taxa média foi o menor da história, 6,6%, a mais baixa desde 2012, ano em que o índice começou a ser calculado pelo instituto.

Fernanda Diniz

14 de fevereiro de 2025 às 16:14   - Atualizado às 16:37

Carteira de trabalho

Carteira de trabalho Foto: Gabriel Santana/Sedepe

O Brasil registrou a menor taxa de desocupação da história em 14 estados brasileiros em 2024. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua Trimestral, divulgada nesta sexta-feira, 14 de fevereiro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Em 2024, a taxa média de desemprego foi o menor da história, 6,6%, a mais baixa desde 2012, ano em que o índice começou a ser calculado pelo IBGE. Em 2023 a taxa foi de 7,8%.

Agora, a PNAD Contínua Trimestral revelou índices bastante baixos em estados como Mato Grosso (2,6%), Santa Catarina (2,9%), Rondônia (3,3%), Mato Grosso do Sul e Espírito Santo (3,9%). Outros dados da PNAD foram Minas Gerais (5%), Tocantins (5,5%), São Paulo (6,2%), Acre (6,4%), Ceará (7,0%), Maranhão (7,1%), Alagoas (7,6%), Amapá (8,3%), Amazonas (8,4%), Rio Grande do Norte (8,5%).

Todos os estados tiveram queda no desemprego, à exceção de Roraima que passou de 6,6% para 7,5%. 

Em entrevistas recentes à imprensa, o presidente Lula falou sobre a construção de uma sociedade de classe média. 

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“Cabe ao governo criar as oportunidades para que as pessoas realizem seus sonhos (…) A massa salarial cresceu mais do que qualquer outro momento da história. Não há dúvida de que o Brasil vai continuar aumentando os empregos e os salários e as pessoas vão viver melhor”, disse.

Nas redes sociais, o IBGE divulgou os dados e destacou que a tendência de queda foi acompanhada por todas as regiões do país e pela maioria das unidades da federação.

O IBGE classifica como desocupadas as pessoas que não trabalham mas estão em busca de uma oportunidade. 

Aumento do nível de ocupação

O país teve também o maior percentual de nível de ocupação da série histórica pesquisada pelo IBGE – 58,6% da população de 14 anos ou mais, e incluem trabalhadores dos setores públicos e privados, autônomos e empreendedores. Por estado, os maiores índices de ocupação foram Mato Grosso (68,4%), Santa Catarina (67,0%) e Goiás (65,3%). Maranhão (47,3%), Acre e Ceará (ambos com 48,7%) e Alagoas (48,8%) foram os menores.

Empregados com carteira de trabalho no setor privado aumentaram 2,7% e sem carteira assinada no setor privado aumentaram 6%. Autônomos tiveram alta de 1,9%. A taxa de informalidade teve ligeira queda, de 39,2% em 2023 para 39% em 2024, o que significa 40,3 milhões de trabalhadores informais.

Queda na taxa de subutilização

O IBGE revelou também queda de 1,8% no total de pessoas que têm potencial para trabalhar, mas não estão ocupadas ou não trabalham horas o suficiente. É a chamada “taxa de subutilização”. Eram 19 milhões de pessoas nessa situação em 2024, um recuo de 8,9% em relação a 2023. 

Santa Catarina (5,5%), Rondônia (7%) e Mato Grosso (7,7%) apresentaram os menores percentuais.

A taxa de desocupação caiu no Paraná (0,7%), Minas Gerais (0,7%) e Rio Grande do Sul (0,6%) no quarto trimestre de 2024 e ficou estável, em relação ao terceiro trimestre, nos outros estados.

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