Pesquisadores da Cybernews, veículo independente focado em segurança digital, identificaram o que pode ser o maior vazamento de credenciais online já registrado.
Senhas vazadas. Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil
Pesquisadores da Cybernews, veículo independente focado em segurança digital, identificaram o que pode ser o maior vazamento de credenciais online já registrado. Segundo o levantamento, mais de 16 bilhões de dados foram expostos em uma série de bancos de dados diferentes, com informações recentes que podem ser usadas em ataques cibernéticos em larga escala.
A equipe analisou o conteúdo de 30 bancos de dados encontrados em fóruns clandestinos da internet. Cada um deles contém de dezenas de milhões a mais de 3,5 bilhões de registros. Apesar de alguns dados possivelmente se repetirem, os especialistas garantem que a maior parte dos arquivos é nova e atualizada, o que amplia os riscos de exploração.
Entre os conjuntos de dados mais volumosos, um deles tem mais de 3,65 bilhões de registros e estaria vinculado, segundo os analistas, à população que fala português. Outro grupo, com mais de 455 milhões de credenciais, estaria relacionado à Rússia. Apesar da gravidade do caso, ainda não há confirmação sobre o número de usuários brasileiros afetados.
A Cybernews destaca que os dados vazados não se originaram de um único ataque, mas sim de múltiplos episódios de roubo de informação. As credenciais teriam sido coletadas por meio de malwares, programas maliciosos capazes de capturar logins, senhas e outros dados sigilosos armazenados em dispositivos infectados.
Os pesquisadores alertam que os criminosos tiveram tempo suficiente para acessar e copiar os dados, mesmo que a exposição tenha sido temporária. Uma vez obtidas essas informações, as senhas podem ser vendidas na dark web, ou usadas diretamente em fraudes, roubo de identidade e até extorsão.
“Isso não é apenas um vazamento, é um plano para exploração em massa”, afirma a Cybernews.
O conteúdo inclui acessos a grandes plataformas como Apple, Google, Facebook, Telegram, GitHub e até sistemas de serviços públicos. A gravidade do caso levou empresas como o Google a reforçarem seus alertas de segurança. A companhia recomenda que os usuários alterem suas senhas e ativem camadas extras de proteção.
Já o FBI nos Estados Unidos publicou um alerta para que usuários evitem clicar em links suspeitos recebidos por SMS, prática comum em golpes de phishing.
Em maio, a revista Wired já havia noticiado a descoberta de um banco de dados considerado misterioso, com 184 milhões de registros. Agora, a Cybernews afirma que esse arquivo fazia parte do conjunto muito maior recém-identificado.
Diante do cenário, especialistas em cibersegurança compartilham orientações para que os usuários protejаm suas contas online:
Fique atento a sinais de invasão, como mensagens suspeitas, tentativas de login não reconhecidas e atividades fora do padrão nas suas contas.
Os analistas reforçam que vazamentos como este colocam milhões de usuários em risco e exigem ação imediata. Manter hábitos seguros no ambiente digital é a forma mais eficaz de reduzir a chance de ter dados explorados por criminosos. A recomendação vale tanto para usuários comuns quanto para empresas e profissionais autônomos que dependem da internet para suas atividades.
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