O presidente americano ainda minimizou a força do grupo ao dizer que se reuniu, "mas ninguém compareceu", após a ausência do presidente da China, Xi Jinping, e do líder russo, Vladimir Putin, na cúpula no Rio de Janeiro.
Lula e Donald Trump. Fotos: Joédson Alves/Agência Brasil e Isac Nóbrega/PR
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a criticar na sexta, 18 de julho, o grupo dos Brics, reafirmando que o bloco tenta "acabar com a dominância do dólar" Durante evento na Casa Branca, o republicano repetiu sua promessa de retaliar economicamente os países do grupo: "a todos os países do Brics, vamos tarifá-los em 10%".
Anteriormente, Trump havia anunciado que a tarifa de 10% sobre os países do Brics seria em caráter "adicional" - hoje, o presidente não especificou a maneira pela qual a taxa seria aplicada.
Trump ainda minimizou a força do grupo ao dizer que o Brics se reuniu, "mas ninguém compareceu", após a ausência do presidente da China, Xi Jinping, e do líder russo, Vladimir Putin, na cúpula no Rio de Janeiro. O republicano declarou que o bloco "não vai durar muito. Acho que nem vão seguir adiante".
Ele acrescentou que, ao tomar conhecimento do Brics, os "atacou com muita força" e prometeu agir caso o grupo avance:
"Se o Brics se organizar de forma significativa, isso vai acabar muito rapidamente", sem especificar o que se encerraria "rapidamente"
Trump reforçou a importância da moeda americana.
"Não vamos deixar o nosso dólar perder o seu valor" e acrescentou: "Não podemos deixar que ninguém brinque com a gente, com o nosso dólar. Perder essa luta é como perder uma guerra".
O Brics surgiu a partir do acrônimo de Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. Nos últimos anos, o bloco se expandiu para incluir outros países como Egito, Irã e Indonésia.
Estadão Conteúdo
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