Trump. Foto: Reprodução/Redes Sociais
As recentes declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, provocaram reações de diversos integrantes e parceiros do Brics. No domingo, 6 de julho, Trump publicou em sua rede Truth Social que os países que adotarem "políticas antiamericanas" alinhadas ao Brics sofrerão uma tarifa adicional de 10% sobre suas exportações para os EUA. "Não haverá exceções a esta política", escreveu.
A resposta veio nesta segunda-feira, 7 de julho, com membros do bloco expressando desconforto com a retórica americana. Os países enfatizaram que a aliança não tem caráter antagônico e visa promover cooperação multilateral.
O Kremlin foi um dos primeiros a responder à declaração de Donald Trump. O porta-voz Dmitry Peskov afirmou que o Brics não atua contra outros países e tem como base uma visão compartilhada de colaboração soberana.
"De fato, vimos essas declarações do presidente Trump, mas é muito importante observar aqui que a singularidade de um grupo como o Brics é que ele é um grupo de países que compartilham abordagens comuns e uma visão de mundo comum sobre como cooperar com base em seus próprios interesses", afirmou Peskov.
A China também se posicionou. Por meio de sua porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Mao Ning, o governo chinês declarou que se opõe ao uso de tarifas como instrumento de pressão política.
"O uso de tarifas como ferramenta de coerção não beneficia nenhuma parte e fere os princípios do livre comércio", disse Mao. Ela reforçou que a China defende um sistema internacional baseado em regras e cooperação.
A África do Sul, também integrante do Brics, destacou que não é um país antiamericano. O porta-voz do Ministério do Comércio, Kaamil Alli, afirmou que o país segue comprometido em negociar acordos comerciais com os Estados Unidos.
"Estamos em tratativas desde maio para avançar em um acordo comercial. As conversas continuam construtivas e frutíferas", disse. Ele enfatizou que a relação bilateral continua ativa e que a declaração de Trump não altera a posição da África do Sul.
Parceira recente do Brics, a Malásia também se manifestou. O Ministério do Comércio afirmou que o país adota uma política externa e econômica independente.
"Nosso foco é facilitar o comércio, não o alinhamento ideológico", destacou a nota oficial.
A Malásia foi aceita como parceira do Brics em outubro passado, mas ainda não é membro efetivo. O governo malaio ressaltou que busca manter boas relações com todos os países e que seguirá defendendo o comércio livre e justo.
Formado originalmente por Brasil, Rússia, Índia e China, o Brics ganhou novos membros com o passar dos anos, como África do Sul, Egito, Etópia, Indonésia, Irã e Emirados Árabes Unidos. A expansão do grupo e seu crescente papel geopolítico têm gerado preocupação nos Estados Unidos.
A ameaça de Trump se insere nesse contexto de disputas comerciais e diplomáticas mais amplas. A reação dos países integrantes indica que o bloco pretende manter sua atuação independente e continuar ampliando sua influência global sem romper com parceiros estratégicos.
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Não foram apresentados detalhes oficiais sobre os motivos que levaram ao cancelamento do visto da diplomata. Também não houve manifestação pública do governo americano explicando os fundamentos da decisão
Segundo informações divulgadas pelo UFC, o atleta teria sofrido um aparente ataque cardíaco enquanto dormia e não resistiu.
o líder argentino ainda completou dizendo, ''ele foi solto por uma falha administrativa no procedimento, não por ser inocente'', afirmou.
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