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Tiktoker de 21 anos viraliza ao afirmar que não vai procurar emprego porque "não pediu para nascer"

O influenciador Hassan Azteca acredita que seus pais deveriam sustentá-lo financeiramente porque "nasceu sem seu consentimento".

Cami Cardoso

20 de março de 2026 às 08:13   - Atualizado às 08:31

Tiktoker de 21 anos viraliza ao afirmar que não vai procurar emprego porque "não pediu para nascer"

Tiktoker de 21 anos viraliza ao afirmar que não vai procurar emprego porque "não pediu para nascer" Foto: Reprodução

Um tiktoker de 21 anos virou assunto nas redes sociais após publicar um vídeo em que afirma que não pretende procurar emprego. O influenciador Hassan Azteca declarou que “nasceu sem seu consentimento” e, por isso, acredita que seus pais deveriam mantê-lo financeiramente.

A declaração dividiu opiniões. Muitos internautas classificaram a declaração como irresponsável, defendendo que o trabalho é parte essencial da vida adulta. Outros enxergaram a fala como uma forma de crítica às pressões sociais e econômicas enfrentadas por jovens atualmente.

Nos Estados Unidos, por exemplo, a taxa de desemprego juvenil mencionada para julho de 2025 é de 10,8%. Já no Reino Unido, quase 1 milhão de jovens entre 16 e 24 anos estava fora do mercado de trabalho, da educação ou de treinamentos ao fim de 2025.

No Brasil, a inserção de jovens no mercado de trabalho tem na aprendizagem uma das principais portas de entrada. Entre janeiro e novembro de 2025, mais de 715 mil contratações de jovens aprendizes foram registradas, indicando um esforço para ampliar oportunidades.

Geração Z não acredita que trabalho sirva só para melhorar de vida

Uma pesquisa sobre o futuro do trabalho revela uma perspectiva pragmática da Geração Z em relação a sua atividade profissioinal, desafiando conceitos tradicionais de ascensão social e sucesso.

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Ao ouvir pessoas de 15 anos a 28 anos de idade, o estudo mostrou que, para essa geração, o trabalho não é mais visto como a principal via para a melhoria de vida, mas sim como um meio de sustento e realização pessoal.

pesquisa denominada "Should I Stay or Should I Go? Paradoxos e Referências da Gen Z sobre Liderança", foi conduzida por Cíntia Gonçalves, da consultoria wiz&watcher e sócia Suno United Creators. Foram ouvidos 416 jovens de todas as regiões do País, das classes A, B e C. Do total, 37% já estão em cargos de liderança.

Essa é a quinta edição e o resultado completo será apresentado no Rio2C, no domingo, 1º, evento de criatividade e inovação que teve início na terça-feira, 27, na cidade carioca.

Um dos participantes do evento foi Erick Bretas, CEO do Estadão, que participou do painel "Businesss Planning na Era da Inteligência Artificial", na quinta-feira, 29.

Uma das principais constatações da pesquisa é a de que a Geração Z não acredita que o trabalho sirva primordialmente para ascensão de vida. Para 43% dos jovens brasileiros, o trabalho é sinônimo de sustento financeiro, enquanto 28% o veem como um meio de realizar sonhos. Apenas 24% o associam à ascensão de classe social.

Dos entrevistados, 59% disseram preferir aprender buscando na internet e assistir a vídeos sobre o tema foi a resposta de 51%. Para 47%, conselhos que encontram no ChatGPT do que de seus gestores, e 27% disseram se informar por meio de influenciadores digitais.

Cintia enfatiza que isso têm relação com o contexto em que essa geração nasceu e cresceu, incluindo a superproteção parental e a entrada no mercado de trabalho durante a pandemia, molda sua relação com a autoridade e o trabalho.

"É um jovem muito mais pragmático. Primeiro ele busca sustentar sua família para depois pensar em ascensão social", diz.

Da redação do Portal de Prefeitura com informações do Estadão Conteúdo.

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