Corpo de brasileira morta no Líbano após bombardeio de Israel ainda não foi encontrado Foto: Reprodução
O menino Ali Ghassan Nader, de 11 anos, e sua mãe, Manal Jaafar, ambos brasileiros, morreram após um bombardeio das forças israelenses atingir a residência da família no distrito de Bint Jbeil.
O pai da criança, o libanês Ghassan Nader, também foi vitimado pelo ataque ocorrido no último domingo, 26 de abril. A violência do impacto foi tamanha que os corpos dos pais ainda não foram localizados nos escombros da casa de três andares.
A família não estava mais residindo no local devido aos constantes conflitos, mas decidiu retornar brevemente para aproveitar a trégua anunciada em 16 de abril. Segundo Bilal Nader, tio do menino, eles haviam acabado de tomar café da manhã e preparavam malas com objetos pessoais quando as bombas atingiram o imóvel.
Enquanto os pais estavam no interior da casa, Ali e seu irmão mais velho estavam do lado de fora. O impacto arremessou as duas crianças; o mais novo não resistiu aos ferimentos e já foi sepultado, enquanto o primogênito sobreviveu e segue em recuperação hospitalar.
"A casa de três andares virou pedaços", relatou o tio em entrevista à TV Globo, destacando a dificuldade das equipes de busca em encontrar os restos mortais do casal.
Apesar da prorrogação da trégua até meados de maio, o Exército de Israel intensificou as ofensivas no sul libanês, alegando responder a provocações do Hezbollah. Somente no domingo, pelo menos 14 pessoas perderam a vida na região.
Israel defende que o acordo firmado em abril permite a continuidade de operações militares contra o grupo extremista caso identifique ameaças. Por outro lado, o governo brasileiro subiu o tom contra as operações.
O Ministério das Relações Exteriores do Brasil emitiu uma nota contundente, classificando o ataque como um exemplo de violação "reiterada e inaceitável" do cessar-fogo.
O governo brasileiro reiterou a condenação aos ataques de ambos os lados, tanto de Israel quanto do Hezbollah, e exigiu a retirada imediata das tropas israelenses do território libanês para garantir a soberania do país vizinho.
A Embaixada do Brasil em Beirute confirmou que está prestando assistência consular aos sobreviventes e familiares das vítimas. O caso reforça o apelo internacional pelo cumprimento integral da Resolução 1701 do Conselho de Segurança da ONU, que busca o fim definitivo das hostilidades na região.
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O marido, de nacionalidade libanesa, também morreu no ataque, enquanto o outro filho do casal, também brasileiro, foi hospitalizado.
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