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Sobrinha de general iraniano, que levava vida de luxo proibido pelas leis islâmicas, é presa nos EUA

A ação foi realizada por agentes do serviço de imigração dos Estados Unidos (ICE). A decisão de revogar o green card ocorreu antes da prisão.

Isabella Lopes

06 de abril de 2026 às 17:50   - Atualizado às 17:51

Hamideh Soleimani Afsha.

Hamideh Soleimani Afsha. Foto: Reprodução.

Autoridades dos Estados Unidos prenderam Hamideh Soleimani Afshar e sua filha, Sarinasadat Hosseiny, de 25 anos, em Los Angeles, na noite de 3 de abril. As duas tiveram os green cards revogados pelo Departamento de Estado.

A ação foi realizada por agentes do serviço de imigração dos Estados Unidos (ICE). A decisão de revogar os documentos ocorreu antes da prisão. Segundo informações oficiais, as autoridades analisaram a situação migratória das duas após identificarem possíveis inconsistências no processo de permanência no país.

Histórico de entrada nos EUA

Hamideh Soleimani Afshar entrou nos Estados Unidos em 2015 com visto de turista. Posteriormente, ela obteve asilo em 2019 e conseguiu o green card em 2021.

De acordo com o Departamento de Segurança Interna (DHS), viagens frequentes ao Irã após a concessão do asilo levantaram suspeitas. O órgão apontou que esse comportamento pode indicar irregularidades no processo.

Atividades e exposição nas redes

As investigações também consideraram publicações feitas nas redes sociais. Registros mostram que Sarinasadat compartilhava imagens de viagens e eventos, incluindo passeios de luxo e presença em competições esportivas.

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Já Hamideh aparecia em publicações com itens de alto valor e em momentos de lazer. Em algumas postagens, ela também fazia declarações críticas aos Estados Unidos e demonstrava apoio a ações contra militares americanos.

Autoridades apontaram que informações disponíveis publicamente ajudaram na identificação de dados relevantes para a investigação. Segundo os relatos, o conteúdo divulgado nas redes sociais contribuiu para o rastreamento de localização e rotina das envolvidas.

Hamideh Soleimani Afshar é sobrinha de Qasem Soleimani, morto em 2020 durante uma operação autorizada pelo então presidente Donald Trump. O caso segue sob análise das autoridades americanas, que investigam as circunstâncias relacionadas à concessão do asilo e à permanência das duas no país.

Trump envia alerta ao Irã

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, utilizou sua rede social, Truth Social, para enviar um alerta drástico ao regime de Teerã. Diante do fechamento do Estreito de Ormuz via crucial para o escoamento de petróleo mundial, o republicano afirmou que os militares americanos estão prontos para atingir alvos estratégicos, especificamente usinas de energia e pontes, caso a passagem não seja liberada imediatamente.

A linguagem utilizada pelo presidente foi descrita como "agressiva" e "sem precedentes", incluindo um ultimato de 48 horas para que o Irã recue. "Terça-feira será o Dia das Usinas de Energia e o Dia das Pontes, tudo de uma vez só", escreveu Trump, sinalizando uma ofensiva aérea coordenada para paralisar a logística e o fornecimento elétrico iraniano.

O Estreito de Ormuz e o Gargalo Global

O bloqueio do estreito é o ponto central do conflito. Por aquela região passa cerca de 20% do consumo mundial de petróleo líquido, o que torna qualquer interrupção um gatilho para crises econômicas globais e disparada nos preços dos combustíveis.

  • O Ultimato: O prazo estabelecido por Trump expira na próxima terça-feira.
  • A Ameaça: Foco em infraestrutura civil e militar (energia e transporte).
  • Retórica Religiosa: Chamou a atenção o uso de expressões como "Louvado seja Alá" e "Glória a DEUS" nas postagens, misturando termos de ambas as culturas em tom de sarcasmo ou desafio.

Contradição: Retirada de tropas ou nova ofensiva?

O anúncio do ataque iminente ocorre apenas cinco dias após o presidente ter declarado, no Salão Oval, a intenção de retirar as forças americanas do conflito em até três semanas.

Originalmente, o Pentágono trabalhava com uma janela de quatro a seis semanas para encerrar a participação dos EUA na guerra. No entanto, a nova postura de Trump sugere que, antes de uma retirada total, o governo americano pretende realizar uma "demonstração de força final" para garantir que o Irã não mantenha o controle sobre as rotas comerciais marítimas.

Cenário para a próxima terça-feira

Analistas internacionais observam o movimento com cautela. Se o Irã não ceder ao ultimato, a terça-feira, 7 de abril, pode marcar o início de uma nova e violenta fase do conflito, com ataques cirúrgicos que podem devastar a economia interna iraniana e provocar represálias em todo o Oriente Médio.

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