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Parada LGBT+ é proibida na Hungria, que alega proteção à criança

O evento é considerado o único desfile anual de grande relevância da comunidade fora da capital Budapeste e reuniria centenas de pessoas em celebração à diversidade.

Isabella Lopes

07 de setembro de 2025 às 13:27   - Atualizado às 13:30

Parada LGBT.

Parada LGBT. Foto: Prefeitura de São Paulo

A Polícia da Hungria proibiu a realização da Parada do Orgulho LGBTQ+ programada para o dia 4 de outubro na cidade de Pécs, no sul do país. O evento é considerado o único desfile anual de grande relevância da comunidade fora da capital Budapeste e reuniria centenas de pessoas em celebração à diversidade.

A decisão ocorre em meio ao endurecimento das políticas do governo do primeiro-ministro Viktor Orban, que tem promovido uma série de medidas restritivas contra os direitos da comunidade LGBTQ+ no país, membro da União Europeia (UE).

Justificativa da proibição

Segundo as autoridades, a decisão se baseia em emendas recentes à Constituição e a leis nacionais, aprovadas neste ano, que tornam ilegal a realização de reuniões públicas que “promovam a homossexualidade”. O governo húngaro alega que a medida está vinculada à “proteção infantil”, argumento frequentemente utilizado por Orban para sustentar sua campanha contra pautas ligadas à diversidade sexual e de gênero.

A mesma justificativa foi aplicada em junho deste ano, quando a Parada do Orgulho em Budapeste foi formalmente proibida. Apesar da decisão oficial, a capital recebeu um público recorde de participantes que marcharam em defesa da igualdade e da liberdade de expressão.

Reação da comunidade LGBTQ+

A organização Diverse Youth Network, responsável pela marcha em Pécs, afirmou em nota que seguirá com a celebração na data planejada. O grupo classificou a decisão como arbitrária e como mais uma tentativa de silenciar a comunidade.

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“Não seremos silenciados. Não nos deixaremos intimidar. Não permitiremos que nossos direitos sejam pisoteados”, declarou a entidade, reforçando que pretende manter o evento como forma de resistência pacífica.

Contexto político e internacional

As ações do governo Orban vêm sendo vistas como um retrocesso dentro da União Europeia, que pressiona a Hungria a respeitar os direitos fundamentais dos cidadãos, entre eles o da livre expressão e da igualdade de gênero.

Nos últimos anos, o premiê tem promovido uma agenda conservadora que inclui desde restrições a conteúdos sobre diversidade sexual em escolas até campanhas oficiais contra famílias homoafetivas. Em 2021, por exemplo, entrou em vigor uma lei que proíbe a exibição de materiais que retratem pessoas LGBTQ+ em contextos relacionados à infância.

 

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