"A guerra não resolve os problemas, mas os amplifica e produz feridas profundas na história dos povos, que levam gerações para cicatrizar", disse o Pontífice.
22 de junho de 2025 às 22:16 - Atualizado às 22:23
Papa pede por paz no Oriente Médio: "que a diplomacia silencie as armas" Foto: Divulgação/Vaticano
Diante do agravamento da guerra no Oriente Médio, o Papa Leão XIV fez neste domingo, 22 de junho, um apelo por paz e diálogo.
Após a tradicional oração do Angelus, o pontífice criticou a violência na região e afirmou: "Que a diplomacia faça silenciar as armas! Que as Nações moldem seu futuro com obras de paz, não com violência e conflitos sangrentos!".
Na noite de quinta-feira, 13 de junho, Israel lançou um poderoso ataque contra o Irã. Tel Aviv atacou a infraestrutura nuclear iraniana, decapitou seus líderes militares, matou cientistas de alto escalão e destruiu radares e bases de mísseis, utilizando aviões de guerra e drones contrabandeados para o país anteriormente. O Irã respondeu com vários ataques de mísseis contra Israel. O bombardeio entre os dois lados é contínuo.
Já na madrugada deste domingo, 22 de junho, os Estados Unidos atacaram três instalações nucleares iranianas, entrando assim "oficialmente" na guerra entre Israel e Irã.
Com os últimos desdobramentos do conflito no Oriente Médio, o premente apelo do Papa Leão XIV pela paz após rezar o Angelus:
"Sucedem-se notícias alarmantes vindas do Oriente Médio, especialmente do Irã. Neste cenário dramático, que inclui Israel e Palestina, leva ao risco de cair no esquecimento o sofrimento quotidiano da população, especialmente em Gaza e em outros territórios, onde a urgência de um adequado apoio humanitário se torna cada vez mais urgente.
Hoje, mais do que nunca, a humanidade clama e invoca a paz. É um grito que exige responsabilidade e razão, e não deve ser sufocado pelo fragor das armas e por palavras retóricas que incitam ao conflito. Cada membro da comunidade internacional tem uma responsabilidade moral: deter a tragédia da guerra, antes que ela se torne um precipício irreparável. Não existem conflitos “distantes” quando a dignidade humana está em jogo.
A guerra não resolve os problemas, mas os amplifica e produz feridas profundas na história dos povos, que levam gerações para cicatrizar. Nenhuma vitória armada poderá compensar a dor das mães, o medo das crianças, o futuro roubado.
Que a diplomacia faça silenciar as armas! Que as Nações moldem seu futuro com obras de paz, não com violência e conflitos sangrentos!"
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