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Inédito: NASA divulga real formato da Terra em novo mapa 3D

A visualização foi publicada em 15 de julho pelo Scientific Visualization Studio, centro responsável por produzir conteúdos científicos visuais para a agência espacial norte-americana.

29 de julho de 2026 às 19:15   - Atualizado às 19:40

Inédito: NASA divulga real formato da Terra em novo modelo 3D

Inédito: NASA divulga real formato da Terra em novo modelo 3D Foto: NASA

A Terra ganhou uma nova forma de ser observada - e ela está longe da imagem de uma esfera perfeita. A NASA disponibilizou um modelo tridimensional interativo do geoide, representação que revela como o nível médio dos oceanos seria moldado exclusivamente pelas diferenças no campo gravitacional do planeta.

A visualização foi publicada em 15 de julho pelo Scientific Visualization Studio, centro responsável por produzir conteúdos científicos visuais para a agência espacial norte-americana. Para tornar as deformações perceptíveis, o modelo apresenta as variações do geoide ampliadas em 10 mil vezes.

Inédito: NASA divulga real formato da Terra em novo modelo 3D

Na realidade, as diferenças são muito menores, mas ainda significativas para estudos científicos. A variação vai de aproximadamente 85 metros acima da superfície de referência na região da Islândia a 106 metros abaixo dela no sul da Índia.

Por que a Terra aparece deformada?

O geoide não representa montanhas, vales ou outras características do relevo terrestre. Ele funciona como uma espécie de “nível do mar” ideal, considerando apenas a ação da gravidade e desconsiderando fatores como ventos, marés e correntes oceânicas.

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Isso acontece porque a massa da Terra não está distribuída de maneira uniforme. Diferenças na composição e na estrutura do interior do planeta alteram a intensidade da gravidade de uma região para outra. Essas variações provocam as ondulações observadas no modelo.

Além de ajudar a compreender o campo gravitacional terrestre, o geoide tem uma aplicação prática importante: ele serve como referência para determinar altitudes.

Brasil ajudou a validar o modelo

O desenvolvimento da representação contou também com dados brasileiros. Pesquisadores utilizaram medições de nivelamento por GNSS fornecidas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) para comparar os resultados do modelo com dados obtidos em campo.

As informações brasileiras foram analisadas juntamente com conjuntos de dados provenientes de Alemanha, Japão e Estados Unidos.

Dados vieram de missões espaciais

A visualização utiliza informações do GOCO06s, modelo global do campo gravitacional elaborado a partir de dados coletados por diferentes missões e técnicas de observação.

Entre os principais conjuntos de informações estão dados das missões GRACE, parceria entre NASA e Centro Aeroespacial Alemão (DLR), e GOCE, da Agência Espacial Europeia (ESA).

Os modelos desse tipo são utilizados em pesquisas que envolvem oceanografia, tectônica de placas e sistemas de referência de altitude, permitindo uma compreensão mais precisa de como a gravidade varia ao redor do planeta.

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