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M&M's têm mais de 6 mil pacotes retirados do mercado por risco de alergias

O recolhimento dos produtos inclui sachês de 37 gramas de dois tipos: M&M's tradicional e M&M's Peanut, versão que contém amendoim.

Isabella Lopes

07 de fevereiro de 2026 às 17:56   - Atualizado às 17:57

M&M's.

M&M's. Foto: Reprodução/Redes Sociais.

Uma retirada de produtos do mercado envolvendo M&M’s está em andamento nos Estados Unidos após a identificação de falhas no rótulo relacionadas a ingredientes que podem causar alergias. A medida envolve mais de 6 mil pacotes reembalados pela Beacon Promotions Inc sem os avisos obrigatórios.

O recolhimento dos produtos inclui sachês de 37 gramas de dois tipos: M&M’s tradicional e M&M’s Peanut, versão que contém amendoim. Os confeitos também possuem leite e soja, informações que não constavam de forma adequada nas embalagens promocionais.

Distribuição dos produtos

Os pacotes circularam em 20 estados norte-americanos, incluindo Texas, Flórida e Califórnia. Segundo o comunicado oficial, os itens não seriam vendidos diretamente ao consumidor, já que as embalagens tinham caráter promocional e personalizado.

As unidades foram destinadas a empresas e organizações e trazem a frase “Make your mark”, além do lote M1823200 e da validade até 30 de abril de 2026.

A ação teve início em 26 de janeiro e recebeu classificação Classe II pela Food and Drug Administration. Esse tipo de retirada indica possibilidade de efeitos adversos temporários ou reversíveis, com menor probabilidade de danos mais graves.

Risco para pessoas alérgicas

A situação gera preocupação especialmente entre pessoas com alergias alimentares. Estimativas apontam que cerca de seis milhões de americanos apresentam alergia a amendoim, número semelhante ao de pessoas sensíveis ao leite. A alergia à soja atinge aproximadamente 1,9 milhão de pessoas no país.

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As reações podem variar de sintomas leves, como inchaço e urticária, até quadros mais graves, como a anafilaxia.

Identificação das embalagens

As autoridades orientam a identificação dos produtos por meio do lote informado, da frase promocional impressa na embalagem e da data de validade, facilitando a localização dos pacotes incluídos na retirada.

Anvisa proibe marcas de leite condensado

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou, nesta segunda-feira, 2 de fevereiro, a interdição cautelar do leite condensado semidesnatado La Vaquita e apreendeu os suplementos Glicojax e Durasil.

O lote do leite condensado foi reprovado no teste microbiológico Estafilococos Coagulase Positiva (ECP), após análises fiscais do Laboratório Central de Saúde Pública Noel Nutels. O teste mede a quantidade de bactérias Staphylococcus aureus em alimentos, bebidas e embalagens, que, em níveis elevados, podem causar intoxicações alimentares e outras doenças.

A Anvisa atribuiu o leite condensado La Vaquita à empresa Apti Alimentos, porém, a alimentícia afirmou, em nota oficial, que o produto não faz parte do seu portfólio e que foi associado erroneamente pela agência de vigilância sanitária.

Suplementos

A Anvisa constatou que os suplementos Glicojax e Durasil possuem origem desconhecida e utilizam propagandas enganosas. O Glicojax diz possuir benefícios terapêuticos, como auxílio no controle da glicose sanguínea, suporte cardiovascular, suporte à saúde metabólica e controle da diabetes. Segundo a Anvisa, tais benefícios não apresentam comprovação científica.

Já o suplemento em gotas da marca Durasil promete aliviar dores e melhorar a função erétil. O produto também tem o fabricante desconhecido.

A Agência Brasil entrou em contato com as plataformas de vendas online Shopee e Mercado Livre, que comercializam o suplemento.

Em nota, a Shopee informou que cumpre as regulamentações e leis locais e exige que os vendedores da plataforma também estejam em conformidade. 

“Assim que tomou conhecimento da determinação, a Shopee removeu prontamente os anúncios em questão. Os produtos comercializados na plataforma passam por uma série de triagens, e os itens que violam normas regulatórias ou as nossas políticas são removidos, e a loja, penalizada, para proteger os usuários,” escreveu a empresa.

O Mercado Livre que os termos de uso da plataforma proíbem a venda de produtos não autorizados pela Anvisa.

“A plataforma mantém atuação contínua no combate à venda de itens irregulares, por meio do uso de tecnologia própria, equipes especializadas de monitoramento e canais de denúncia. Sempre que um anúncio em desacordo com as regras é identificado, o conteúdo é prontamente retirado do ar e o vendedor está sujeito às medidas previstas, que podem incluir suspensão ou bloqueio da conta,” informou.

Com informações Agência Brasil.

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