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Minissaias e rock: curiosidades de como era o Irã antes do regime dos Aiatolás

País já foi um dos mais liberais do Oriente Médio, com vida noturna vibrante e direitos civis avançados para as mulheres.

Beto Dantas

03 de março de 2026 às 16:09

Mulheres antes da revolução Islâmica.

Mulheres antes da revolução Islâmica. Foto gerada por IA.

O andamento da história iraniana é dividido por um marco drástico: a Revolução de 1979. Antes disso, sob o governo do Xá Mohammad Reza Pahlavi, o Irã era uma monarquia pró-ocidental que buscava transformar Teerã na "Paris do Oriente Médio". De acordo com a BBC, a capital iraniana possuía uma vida noturna agitada, com discotecas, bares e cassinos onde o jazz e o rock eram os ritmos dominantes. A trajetória de modernização, conhecida como "Revolução Branca", trouxe investimentos massivos em infraestrutura e educação, mudando o rumo da sociedade persa em poucas décadas.

Liberdade de vestimenta e direitos femininos

Uma das maiores curiosidades para quem observa o Irã atual é a liberdade visual das mulheres naquela época. De acordo com o portal G1, as iranianas podiam escolher entre usar o véu tradicional ou roupas ocidentais, como minissaias, shorts e biquínis nas praias do Mar Cáspio. Segundo a revista Aventuras na História, as mulheres conquistaram o direito ao voto em 1963 e ocupavam cargos de destaque como juízas, pilotos e ministras. O fluxo de estudantes mulheres nas universidades de Teerã era um dos maiores da região, refletindo um projeto de secularização que buscava distanciar o Estado da religião.

A "Ilha de Estabilidade" e o luxo imperial

A agenda internacional do Xá colocava o Irã como o principal aliado dos Estados Unidos e de Israel no Golfo Pérsico. De acordo com o centro de análises Brookings Institution, o país era visto como uma "ilha de estabilidade" em um Oriente Médio conturbado. Uma curiosidade marcante foi a celebração dos 2.500 anos do Império Persa em 1971, considerada a festa mais luxuosa da história moderna. Segundo o Estadão, o banquete contou com comida trazida de Paris e tendas com ar-condicionado no deserto, um evento que, embora tenha mostrado o poder do Irã ao mundo, também gerou críticas pelo contraste com a pobreza rural.

O outro lado da moeda: a repressão da SAVAK

Apesar do andamento cultural e liberal, o Irã pré-1979 não era uma democracia plena. De acordo com o portal Brasil Paralelo, o governo do Xá era autocrático e utilizava a SAVAK, uma temida polícia secreta, para perseguir opositores políticos e censurar a imprensa. Segundo o Professor HOC, essa repressão política, somada à rápida ocidentalização que chocava os setores mais conservadores e religiosos, criou o fluxo de descontentamento que culminou na revolução. O rumo da história mudou quando a aliança entre intelectuais de esquerda e clérigos islâmicos derrubou a monarquia, instaurando a República Islâmica que vigora até hoje.

Conteúdo produzido com auxílio de IA.

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