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Maduro antecipa Natal para 1º de outubro em meio a tensão política na VENEZUELA

O presidente venezuelano já fez o mesmo em outros anos. A primeira vez foi em 15 de outubro de 2020, que, segundo ele, seria para aliviar as tensões da pandemia do COVID-19. Em 2021, o político também adiantou a festividade.

Fernanda Diniz

03 de setembro de 2024 às 16:15   - Atualizado às 16:54

Nicolás Maduro, presidente da Venezuela.

Nicolás Maduro, presidente da Venezuela. Foto: Arte/Portal de Prefeitura

Nicolás Maduro (Partido Socialista Unido da Venezuela, esquerda), presidente da Venezuela, anunciou que irá adiantar o Natal para o dia 1º de outubro. A decisão foi anunciada nesta segunda-feira, 2 de setembro, por meio do programa Maduro+.

“Está chegando setembro e eu digo que setembro já tem cheiro de Natal. Por isso, neste ano, em homenagem a vocês, em agradecimento a vocês, vou decretar que o Natal seja antecipado para 1º de outubro. O Natal chegou com paz, felicidade e segurança”, disse o presidente.

O presidente venezuelano já fez o mesmo em outros anos. A primeira vez foi em 15 de outubro de 2020, que, segundo ele, seria para aliviar as tensões da pandemia do COVID-19. Em 2021, o político também adiantou a festividade para o dia 4, também no mês de outubro. No entanto, a ação é vista como uma forma de desviar a atenção da população para as tensões políticas e econômicas no país.

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Já no cenário de 2024, o motivo seria a tensão política que o país enfrenta devido à eleição presidencial, após Maduro se autoproclamar reeleito, mesmo com acusações da oposição de que houve fraude e com países não reconhecendo a vitória do presidente.

Prisão de opositor 

A Justiça da Venezuela emitiu, nesta segunda-feira, 2 de setembto, um mandado de prisão contra o opositor Edmundo González Urrutia, após um pedido do Ministério Público. A emissão acontece no mesmo dia em que Maduro anuncia que irá adiantar as comemorações do Natal. Acusado de cinco crimes pelo órgão ligado ao chavismo, González ignorou três intimações para depor, alegando ter vencido legitimamente as eleições presidenciais de 28 de julho, em que Nicolás Maduro foi declarado vencedor em meio a acusações de fraude.

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O mandado, assinado pelo juiz Edward Briceño, ordena que o diretor da Divisão de Captura do Corpo de Investigações Científicas, Criminais e Criminalísticas execute a prisão. As acusações incluem usurpação de funções, falsificação de documentos públicos, instigação à desobediência às leis, conspiração, sabotagem de sistemas, e associação para cometer crimes, conforme o pedido feito pelo promotor Luis Ernesto Dueñez, da 58ª Promotoria Nacional, ao Primeiro Tribunal Especial de Primeira Instância, com jurisdição sobre casos de terrorismo.

“Nesse sentido, informo que, uma vez realizada a apreensão do referido cidadão, ele deverá ser imediatamente colocado à disposição do Ministério Público, que, por sua vez, deverá apresentá-lo perante este Órgão Jurisdicional no prazo de quarenta e oito (48) horas após sua apreensão, mediante notificação prévia ao Ministério Público, para fins de realização da audiência oral na presença das partes”, diz parte da ordem.

As intimações estavam relacionadas ao site onde a oposição, liderada por María Corina Machado, publicou cópias de mais de 80% das atas eleitorais que, segundo alegam, comprovam a vitória de González contra Maduro. O chavismo classificou essas atas como "forjadas". No entanto, o Centro Carter, um dos poucos observadores internacionais no processo eleitoral, afirmou que as atas coletadas pela oposição são "consistentes", indicando que González venceu de forma clara e "por uma margem intransponível".

Em resposta ao mandado de prisão, a líder da oposição, María Corina Machado, declarou que o governo "perdeu a noção da realidade". González, que já havia sido ameaçado de prisão por Nicolás Maduro e está na clandestinidade há quase um mês, é responsabilizado pelo procurador-geral da República, Tarek William Saab, juntamente com María Corina, por incitar protestos contra a reeleição de Maduro. Esses protestos resultaram em 27 mortes, incluindo duas de militares, quase 200 feridos e mais de 2.400 detidos, dos quais 114 eram menores de idade, com 86 libertados no último fim de semana.

“Eles perderam todo o senso de realidade. Ao ameaçar o presidente eleito, eles só conseguem nos aproximar e aumentar o apoio dos venezuelanos e do mundo a Edmundo González. Serenidade, coragem e firmeza. Estamos seguindo em frente”, escreveu María Corina no X.

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